Petroleiros e petroleiras do Sindipetro Unificado comemoraram em 31 de março o primeiro aniversário da reinauguração do Edisp, prédio administrativo da Petrobras em São Paulo. Este evento simboliza uma vitória na luta dos trabalhadores pela preservação e valorização da empresa, que foi desmantelada ao longo dos últimos anos, principalmente durante o governo de Jair Bolsonaro.
O fechamento do Edisp em 2019 foi promovido sob o pretexto de “redução de custos”, uma justificativa que, segundo os trabalhadores, escondia uma ofensiva muito mais ampla contra a estatal. Desde o golpe de 2016, a Petrobras tem enfrentado um processo de desinvestimento e vendas de ativos estratégicos, resultando em deterioração das condições de trabalho e em perseguições sindicais.
Pedro Augusto, diretor do Sindipetro Unificado, enfatizou a importância do ato, classificando-o como um marco político para a redefinição da Petrobras como um agente de desenvolvimento nacional. Ele destacou que a dispersão dos trabalhadores em coworkings e diversas unidades trouxe desafios significativos para manter o vínculo entre os funcionários e a empresa, afetando, assim, a qualidade de vida dos trabalhadores.
Rodrigo Araújo, também diretor do sindicato, enfatizou a relevância das mobilizações sindicais na reconstrução da Petrobras, ressaltando que “são os trabalhadores que constroem a empresa diariamente”. Ele alertou sobre a necessidade de manter a unidade e a preparação para os desafios futuros, especialmente em um cenário eleitoral potencialmente adverso.
Cibele Vieira, diretora do Unificado e da FUP, reforçou o simbolismo do Edisp e a urgência de aproveitar este momento para avançar na reconstrução da companhia. Ela advertiu que a recuperação total não está garantida e convocou os trabalhadores a se manterem ativos e engajados, citando riscos potenciais caso a ultradireita retorne ao poder nas próximas eleições.
O evento foi enriquecido com expressões artísticas que reafirmaram a ligação da Petrobras com a cultura brasileira. O cartunista Luciano Veronese e artistas como Stephanie Aiola e Vitor Guedes se apresentaram, celebrando a diversidade cultural do Brasil.
Adhemar de Oliveira, diretor de programação do Espaço Petrobras de Cinema, enfatizou a importância do patrocínio da estatal ao longo das últimas três décadas, destacando que a cultura é uma forma de energia que promove o desenvolvimento social e econômico do país.
O evento não apenas celebrou a reabertura do Edisp, mas também simbolizou uma nova etapa na relação da Petrobras com seus trabalhadores e a sociedade, lembrando a todos que a luta por uma empresa forte e associada ao desenvolvimento nacional deve continuar.
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