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Pesquisadores brasileiros vencem Prêmio Ig Nobel com estudo sobre picadas de cobra

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Biólogo brasileiro João Miguel Alves Nunes levou cobra de mentira para a cerimônia Reprodução/YouTube @Improbable Research

A 36ª edição do Prêmio Ig Nobel ocorreu em Zurique, na Suíça, no dia 3 de setembro de 2026, destacando dez pesquisas científicas curiosas que evocam tanto risos quanto reflexões. Este prêmio, criado como uma paródia do Prêmio Nobel, é promovido pela revista Annals of Improbable Research e tem como objetivo celebrar trabalhos que fazem rir e pensar, nem sempre nesta ordem.

O Brasil foi agraciado com um prêmio em biologia, abordando um estudo inusitado que investiga os locais do corpo humano onde uma jararaca pode picar. A pesquisa foi realizada pelos cientistas João Miguel Alves Nunes, Adriano Fellone, Selma Maria Almeida Santos, Carlos Roberto de Medeiros, Ivan Sazima e Otavio Augusto Vuolo Marques, que realizaram mais de 40 mil pisadas leves em cobras da espécie.

Entre os outros vencedores, pesquisa em física trouxe inovações na criação de mictórios que evitam respingos, e um estudo na área de medicina analisou a aerodinâmica envolvida em assoar o nariz. Os avanços tecnológicos também foram destacados com a proposta de um método utilizando probóscides de mosquitos como ferramentas de impressão 3D, batizado de “necroimpressão”.

Na área de química, um estudo revelou que o leite de barata é três vezes mais energético que o leite de vaca, e na economia, pesquisadores mostraram que indivíduos de classe alta são mais propensos a adotar comportamentos antiéticos, como pegar doces destinados a crianças.

Outros estudos notáveis incluíram investigações sobre a história evolutiva do beijo e a produção de modelos tridimensionais de mosquitos. Pesquisadores que participaram do evento enfatizaram que, apesar do caráter humorístico do prêmio, ele promove a verdadeira curiosidade científica.

Carly Anne York, professora de biologia da Universidade Lenoir-Rhyne, declarou: “A aquisição de conhecimento nunca é uma atividade frívola, por mais bobo que o tema possa parecer”. A edição deste ano do Ig Nobel reforça a ideia de que a ciência pode ser divertida e, ao mesmo tempo, abrir portas para descobertas significativas.

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