Segundo informações publicadas pelo O Globo, um advogado identificado como Maria Beatriz Loiola relatou a ocorrência de um problema significativo com o envio de um passaporte após um pedido de visto para Portugal, feito em abril. A comunicação sobre o envio do documento deveria ter sido realizada em 25 de junho, mas, conforme relatado, o titular do passaporte ficou sem o recebimento do mesmo.
O cliente aguardou 21 dias sem receber o passaporte. Para resolver a situação, a advogada formalizou um e-mail e, no dia 16 de julho, foi pessoalmente à VFS para buscar respostas. Segundo ela, passou o dia inteiro nas dependências da empresa, mas as respostas chegaram apenas no final do expediente.
Conforme exposto por Loiola, a VFS informou que a situação estava sob a supervisão da gerência em sua unidade em São Paulo e que uma atualização seria fornecida em até cinco dias úteis, o que não ocorreu. O documento só foi localizado após outro comparecimento de Loiola à VFS, no dia 29 de julho.
Descrevendo o estado do passaporte, a advogada afirmou que ele foi entregue em um envelope violado e rasgado, o que, segundo ela, não é aceitável para um documento sob a responsabilidade da VFS. O atraso na entrega teve um impacto direto no planejamento do cliente, que pretendia se mudar temporariamente para Portugal para treinar em um clube de futebol.
Loiola explicou que, embora o visto tenha sido emitido com validade a partir de 26 de junho, a entrega ocorrida em 29 de julho resultou na perda de 33 dias de validade do visto, que é de 120 dias. Além disso, a documentação parece ter permanecido "perdida" durante todo esse período na VFS.
A situação gerou um transtorno adicional, já que o pai do jogador havia comprado uma passagem com data de embarque marcada para 23 de julho. A advogada enfatizou que, se o passaporte tivesse sido entregue a tempo, o cliente poderia ter embarcado normalmente.
Loiola ressaltou ainda que a falha da VFS comprometeu a autonomia do jogador, que poderia ter escolhido viajar assim que o visto foi emitido. A ausência de respostas e a retenção indevida do passaporte resultaram em mais do que um simples atraso; causaram um impacto significativo na vida pessoal e profissional do cliente.
Até o momento, a VFS não respondeu às solicitações de esclarecimentos sobre o ocorrido. A falta de comunicação e a situação enfrentada por Loiola e seu cliente levantam preocupações sobre a eficácia nos serviços prestados pela empresa responsável pela entrega de documentos.
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