O procedimento estético conhecido como Brazilian butt lift (BBL), cada vez mais popular, está sob a análise do Parlamento no Reino Unido. De acordo com informações publicadas pela BBC News, um relatório do Comitê de Mulheres e Igualdade recomenda que apenas médicos devidamente qualificados realizem esse tipo de intervenção, além de outras consideradas de alto risco.
Conforme destacou o documento divulgado nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, a legislação atual não regula adequadamente quem pode executar procedimentos não cirúrgicos. Essa lacuna legal permitiu a criação de um mercado "desregulado", onde intervenções estéticas ocorrem em locais inadequados, como imóveis alugados, quartos de hotel e até banheiros públicos.
Apesar da classificação como procedimentos "não cirúrgicos", algumas intervenções, como o aumento de mamas com solução salina e o BBL feito com preenchedores, podem ser extremamente invasivas. O aumento no número de complicações e mortes associadas a essas práticas tem alarmado as autoridades.
Recentemente, foram reportados casos graves de complicações resultantes de BBL, incluindo uma mulher que ficou em coma. Sasha Dean, britânica que passou por um BBL, relatou ter desenvolvido sepse e outros problemas graves, o que a levou a alertar sobre os perigos desses procedimentos.
No Brasil, o procedimento com ácido hialurônico nos glúteos é conhecido como "harmonização de bumbum" e é regulamentado por conselhos de classe. O polimetilmetacrilato (PMMA) foi utilizado anteriormente, mas, devido a complicações, sua utilização estética foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo agora permitido apenas para situações médicas específicas.
A proposta do governo britânico, que sugere a implementação de um sistema de licenciamento para profissionais de estética até 2029, ainda não tem um cronograma definido. O foco está em garantir que apenas profissionais qualificados realizem procedimentos de maior risco, enquanto intervenções consideradas de baixo risco, como botox, seriam supervisionadas a nível municipal.
O debate sobre a regulamentação de procedimentos estéticos não cirúrgicos se intensifica, à medida que casos de falhas e consequências graves surgem. As autoridades, tanto no Reino Unido quanto no Brasil, buscam formas de proteger os pacientes e garantir que apenas profissionais devidamente qualificados realizem essas intervenções. Para os interessados em procedimentos estéticos, é fundamental verificar as credenciais do profissional e ter cautela com preços excessivamente baixos, que podem sinalizar riscos à saúde.
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