Oscar Schmidt, ex-jogador de basquete e ícone do esporte brasileiro, faleceu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos. Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, a despedida do atleta foi realizada de forma reservada, com a presença apenas de familiares próximos.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais oficiais de Schmidt, a família expressou sua gratidão pelas mensagens de apoio recebidas. “Agradecemos sinceramente a todos pela força e solidariedade. A despedida foi discreta, pedimos respeito e privacidade neste momento”, diz a nota.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velórios ou cerimônias adicionais em homenagem ao ex-jogador. A assessoria de Oscar confirmou a notícia de sua morte. O atleta havia sofrido um ataque cardíaco e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), porém não resistiu.
Recentes publicações de familiares indicam que Schmidt já enfrentava problemas de saúde após uma cirurgia. Em abril, seu filho, Felipe Schmidt, recebeu homenagens em nome do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Oscar Schmidt é lembrado como um dos maiores atletas de basquete da história. Sua carreira, marcada por conquistas em clubes e competições internacionais, fez dele uma lenda do esporte. Mesmo sem atuar na NBA — oportunidade que recusou —, sua contribuição ao basquete mundial foi monumental.
Ele se destacou por suas atuações em diversas equipes, tanto no Brasil quanto na Europa, e é um ícone global do basquete. Oscar foi agraciado com a inclusão no Hall da Fama da Fiba e, de maneira única, no Hall da Fama da NBA, apesar de nunca ter jogado na liga.
Ele foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos, reconhecendo sua genialidade e impacto no esporte mundial.
A carreira de Oscar começou nos anos 1970, defendendo os times do Palmeiras e do Sírio. No Palmeiras, ele conquistou importantes títulos, incluindo o Campeonato Paulista em 1974 e o Campeonato Brasileiro em 1977, quando ainda era adolescente.
No Sírio, Oscar foi parte do time campeão mundial em 1979, em uma emocionante partida no Ibirapuera, sob o comando do técnico Cláudio Mortari. Durante a década de 1980, ele ganhou destaque na liga italiana, registrando mais de 14 mil pontos.
Em seu tempo na Itália, Oscar jogou pela JuveCaserta e pelo Pavia, estabelecendo records e conquistando uma Copa da Itália. Embora tenha sido draftado pelo New Jersey Nets em 1984, decidiu permanecer no Brasil, priorizando sua seleção nacional.
Após um período fora do país, ele retornou ao Brasil em 1995, atuando pelo Corinthians e conquistando o título brasileiro. Durante seu estágio no Flamengo, foi campeão estadual e se tornou o maior cestinha da história do basquete, superando Kareem Abdul-Jabbar.
Oscar também defendeu equipes como o América do Rio, o Fórum de Valladolid na Espanha e o Banco Bandeirantes, além de ter sido um pilar no Mackenzie nos anos finais de sua carreira.
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