Um relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), divulgado em 6 de março de 2026, critica severamente a Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro em outubro de 2025, que resultou em 122 mortes. As imagens chocantes, com corpos alinhados nas ruas do bairro da Penha, acenderam um alerta sobre a ineficácia das estratégias de segurança pública utilizadas. O relatório da CIDH pode ser conferido na íntegra aqui.
A CIDH reafirma que a operação não apenas não diminuiu a criminalidade, mas também aprofundou o sofrimento nas comunidades, elevando a violência estatal a níveis alarmantes.
Conforme relatado pela CIDH, a Operação Contenção é emblemática do padrão de segurança pública no Brasil, que prioriza ações letais e a militarização de áreas no combate ao crime organizado. A intervenção, em vez de enfraquecer as facções criminosas, resultou em um aumento das tensões na comunidade e uma profunda desconfiança nas instituições.
O relatório elaborado pela CIDH baseou-se em visitas à cidade em dezembro de 2025, onde membros da comissão se reuniram com autoridades, especialistas, defensores de direitos humanos e familiares das vítimas. Dados de instituições públicas e da mídia, incluindo 12 matérias da Agência Brasil, enriqueceram a análise do contexto social e de segurança.
Entre as falhas identificadas, a CIDH destacou deficiências na investigação policial, como o não cumprimento de protocolos adequados, resultando em um alto índice de arquivamento de casos relacionados à operação.
O relatório recomenda uma mudança significativa nas abordagens de segurança e políticas sociais no Brasil, enfatizando que apenas políticas inclusivas e eficazes poderão romper o ciclo de violência e impunidade. As principais propostas incluem:
Realizada pelas polícias Civil e Militar do estado, a Operação Contenção resultou em 122 mortes e 113 prisões, incluindo 33 de pessoas de fora do estado. Durante a operação, foram confiscadas 118 armas e uma tonelada de drogas, todos focados em combater a facção Comando Vermelho, conforme a justificativa do governo do estado, que classificou a operação como “sucesso”.
A operação mobilizou 2.500 policiais e gerou grande receio na população devido à intensidade dos confrontos, que causaram o fechamento de escolas, comércios e postos de saúde na região.
Moradores e familiares das vítimas, em contrapartida, descreveram a operação como uma “chacina”, com relatos de corpos encontrados em condições extremamente violentas e desumanas.
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