Novos documentos entregues à investigação sobre a **morte da policial militar Gisele Alves Santana** revelam **denúncias anteriores** contra o tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, que é marido da soldado encontrada morta em fevereiro, em São Paulo. As informações foram veiculadas pela **CNN Brasil**, que teve acesso aos registros apresentados pelo advogado da família.
Entre os documentos apresentados, consta uma denúncia da ex-esposa do oficial, que é dentista. Ela relata episódios de ameaças e comportamentos agressivos durante o relacionamento, ocorrido em 2010. Além disso, há um relato de uma policial militar que acusa o tenente-coronel de assédio em 2012. Essas informações foram anexadas ao inquérito e indicariam um histórico de comportamentos problemáticos do oficial.
### Denúncias de agressões e assédio
A ex-esposa do tenente-coronel afirmou que o relacionamento foi marcado por conflitos e comportamentos intimidatórios. Ela chegou a procurar as autoridades e registrar boletins de ocorrência para documentar as ameaças que vivenciou durante o período em que estiveram casados.
Outro documento revelado traz a denúncia de uma policial militar que afirmou ter sido vítima de assédio por parte do oficial, descrevendo abordagens inapropriadas no ambiente de trabalho. A defesa da família de Gisele destacou que essas informações foram encaminhadas aos investigadores para ajudar a entender o histórico do tenente-coronel e auxiliar na apuração do caso.
O tenente-coronel nega qualquer irregularidade e afirma que não teve participação na morte da esposa.
### Laudos periciais e investigação em andamento
A previsão é que, nesta segunda-feira (16), sejam divulgados os resultados de dois novos laudos referentes ao caso: um sobre a exumação do corpo da soldado e outro sobre uma reconstituição feita pelas autoridades. A Polícia Civil aguardava esses laudos para decidir se solicita a prisão do tenente-coronel.
Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o marido, na região do Brás, em São Paulo. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas inconsistências apontadas pela perícia e novos elementos levantaram a possibilidade de que se trate de um feminicídio.
Laudos periciais indicaram que a policial morreu devido a um disparo de arma de fogo na cabeça, e exames revelaram lesões em seu rosto e pescoço, sugerindo luta ou estrangulamento, o que levanta dúvidas sobre a dinâmica de sua morte.
### O que as investigações revelaram
Outro aspecto sob investigação é o intervalo de tempo entre o disparo e o acionamento dos serviços de emergência. Testemunhas relataram ter ouvido o tiro por volta das 7h28, enquanto o chamado para o socorro foi feito cerca de meia hora depois. Familiares da policial também informaram que o relacionamento com o tenente-coronel era conturbado.
A Polícia Civil e a Polícia Militar estão analisando os laudos periciais, depoimentos e documentos para esclarecer os fatos ocorridos no apartamento no dia da morte da soldado.
A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), localizada em Foz do Iguaçu, anuncia a abertura…
A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) prorrogou as inscrições para o Exame Nacional de Acesso…
Acusações de Corrupção e Citações Políticas Marcam Discurso de Lula em São Paulo No último…
Quase três anos antes de o governo Lula editar uma Medida Provisória para vetar apostas…
O Brasil se prepara para as eleições gerais, marcadas para 4 de outubro de 2026,…
A Polícia Federal, em colaboração com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos…