O crime foi inicialmente relatado à guarnição do setor Primo Alfa através de uma mensagem em um grupo de WhatsApp. Em resposta, o Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) enviou equipes rapidamente para o endereço indicado.
De acordo com testemunhas, a vítima, identificada como A. L. A. O., estava desembarcando de um carro de transporte por aplicativo quando foi abordada por um veículo Peugeot preto, de placa JWB-2077, com quatro ocupantes (três homens e uma mulher). Dois suspeitos saíram do carro, agredindo a mulher com socos e agarrando-a pelos braços e cabelos. A ocupante que permaneceu dentro do automóvel ameaçou a vítima de morte, instruindo-a a ficar em silêncio.
A mulher relatou aos policiais que tinha ido ao supermercado para comprar um celular de um desconhecido, conforme combinado anteriormente. Durante a investigação no estacionamento, foram encontradas suas sandálias, reconhecidas por familiares, além de uma sandália da marca Olympikus, que foi apreendida para análise.
A sogra e o companheiro da vítima forneceram informações à polícia, levando à hipótese de que ela teria sido levada ao Condomínio Orgulho do Madeira, um local conhecido por práticas criminosas.
Uma operação policial foi desencadeada, com o envolvimento de guarnições do 1º e 5º BPM, além de equipes de assistência que realizaram um cerco em aproximadamente 90 apartamentos do bloco. A atuação do 2º Sargento Shilton foi crucial, pois ele forneceu dicas sobre a localização provável da vítima.
As investigações revelaram que a mulher foi inicialmente levada ao apartamento 303, bloco 7, quadra 602, onde foi agredida por uma criminosa sob órdenes de um dos sequestradores. A polícia apreendeu um celular e documentos pertencentes a uma mulher e a um homem com passagens anteriores pelo sistema prisional e que usavam tornozeleira eletrônica.
A vítima foi finalmente encontrada no apartamento 302, do mesmo bloco, em estado de choque, amordaçada e visivelmente abalada. Ela informou que foi agredida desde o início do sequestro até a chegada ao condomínio e que sofreu ameaças de morte caso a polícia fosse chamada.
Conforme o relato da vítima, a mulher encarregada de vigiá-la foi a única a permanecer com ela enquanto os outros suspeitos se afastaram devido à presença policial. Ambas as mulheres envolvidas foram localizadas e detidas.
O veículo usado no crime foi encontrado posteriormente, apresentando pneus murchos e foi encaminhado à Central de Flagrantes, junto com os objetos apreendidos. A vítima também relatou que seu iPhone XS, de cor rosa, havia sido roubado pelos sequestradores.
Os envolvidos receberam voz de prisão, com a leitura dos direitos constitucionais. Devido à potencialidade de fuga e à periculosidade das detidas, o uso de algemas foi aplicado, conforme a Súmula Vinculante nº 11 do STF.
Importante salientar que durante o atendimento, a vítima revelou que estava grávida, o que intensificou a gravidade da situação. Entre os itens apreendidos estão celulares, documentos pessoais, cartões bancários e vários pertences das detidas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para a identificação e prisão dos outros envolvidos.
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