O corpo de Ana Luiz Mateus, jovem mister que faleceu após uma queda de um prédio no Rio de Janeiro, foi velado na quinta-feira (23) em Teixeira de Freitas, Bahia, sua cidade natal. O sepultamento está agendado para às 8h desta sexta-feira (24). As circunstâncias de sua morte estão sendo investigadas como feminicídio por autoridades locais, conforme informações do site NSC Total.
Durante o momento de despedida, amigos expressaram sentimentos de revolta e tristeza. “Aqui, nesse momento de despedida, o que fica é muita tristeza, um sentimento de revolta de que isso precisa acabar”, afirmou João da Cruz Neto, amigo da modelo, em entrevista à TV Santa Cruz.
Ana Luiza Mateus, de 29 anos, era psicóloga, maquiadora profissional e aspirante a modelo no Rio de Janeiro, onde residia há pouco mais de um ano. Ela já havia participado do São Paulo Fashion Week e trabalhava em uma agência de modelos na capital fluminense. Sua irmã, Marinalva Mororó, descreveu-a como uma mulher carinhosa e inocente: “Ana Luiza era uma menina muito meiga, inocente. Morreu mesmo pela sua inocência.”
Três dias antes de sua morte, Ana Luiza relatou a uma amiga sobre problemas em seu relacionamento com Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 29 anos, suspeito de sua morte. Ela se sentia como se estivesse em uma “gaiola de ouro”. Endreo foi preso, mas foi encontrado morto na cadeia dias após o incidente.
João da Cruz Neto destacou que Endreo tinha ciúmes excessivos da jovem e não aceitava sua presença nas redes sociais. O delegado Renato Martins, da Delegacia de Homicídios da Capital, afirmou que depoimentos e mensagens analisadas indicam uma relação conturbada entre o casal. “Houve uma espécie de guerra entre eles, muito ouvida por vizinhos e funcionários”, comentou Martins, sugerindo a participação de Endreo no feminicídio.
Ana Luiza caiu do 13º andar de um prédio no condomínio Alfapark, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Testemunhas relataram que o casal chegou ao local discutindo. Endreo saiu sozinho e retornou pouco depois, enquanto funcionários do condomínio alertaram Ana Luiza a deixar o local caso ele voltasse. Segundo relatos, ela havia comprado uma passagem de volta para a Bahia, mas decidiu permanecer no apartamento.
O caso de Ana Luiza ressalta a importância de discutir a violência contra mulheres e como denunciá-la. É fundamental que as vítimas busquem ajuda e que a sociedade como um todo se empenhe na prevenção e combate a esses crimes.
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