O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que os membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS não poderão acessar os documentos e equipamentos apreendidos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, investigado na Operação Compliance Zero. Além disso, foi determinado que a Polícia Federal (PF) deve retirar todo o material da sala-cofre da comissão para providenciar uma nova triagem dos dados.
Conforme reportado pelo O Globo, Mendonça argumentou que a medida é crucial para manter a privacidade de aspectos pessoais de Vorcaro. Assim, os conteúdos coletados pela CPMI ficarão temporariamente fora de alcance, até que uma análise criteriosa seja realizada.
Na ordem, o ministro determina que a PF colabore com a presidência da CPMI para garantir que os dados sejam separadamente avaliados. “A Polícia Federal deverá, em colaboração interinstitucional com a Presidência da CPMI-INSS, retirar todos os equipamentos que estão armazenados no referido local para realizar uma nova e detida separação dos dados existentes, de maneira a que eventual conteúdo que diga respeito exclusivamente à vida privada do citado investigado não seja compartilhado com a referida Comissão Parlamentar”, enfatiza Mendonça.
Vorcaro é alvo de investigações relacionadas a fraudes financeiras, com a suspeita de que ele lidera uma organização criminosa, que possivelmente envolve atividades intimidatórias. Recentemente, mensagens entre ele e sua ex-namorada, Martha Graeff, foram divulgadas, gerando controvérsia nas redes sociais. A defesa de Graeff estuda tomada de ações legais contra a divulgação de essas conversas privativas.
A CPMI foi instaurada para investigar irregularidades nos descontos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Contudo, sua atuação se expandiu para incluir depoimentos de envolvidos em instituições financeiras. Na última semana, foram aprovados requerimentos que convocam Graeff e outros envolvidos, como o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, além de ex-diretores do banco.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, juntamente com deputados, recorreu ao STF para prolongar os trabalhos da CPMI, considerando a complexidade da análise das evidências obtidas. Eles alegam que o tempo adicional é necessário para avaliar os dados decorrentes da quebrada de sigilo de Vorcaro.
A situação permanece em desenvolvimento, com as providências do STF e da Polícia Federal sendo aguardadas por parlamentares e pela sociedade.
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