De acordo com informações publicadas pelo O TEMPO, Lula solicitou aos emedebistas informações sobre as articulações relacionadas ao nome de Pacheco e a situação do partido em diversos estados. Essa abordagem sinaliza um movimento que já estava em andamento entre os dirigentes do MDB próximos ao presidente. Fontes afirmam que o nome de Pacheco é bem visto dentro da cúpula nacional do partido. “Há muita simpatia pelo Rodrigo no MDB”, destacou um interlocutor.
O convite para que Pacheco se filie ao MDB já foi feito há algum tempo, com relatos de um trabalho contínuo nesse sentido ao longo dos últimos três anos. A ala lulista reforçou o apelo à filiação na última semana, o que indica uma estratégia para alavancar o MDB na campanha de reeleição de Lula em 2026, conforme destacado por interlocutores anônimos envolvidos nas discussões.
Apesar de a sigla manter uma posição oficial de neutralidade no cenário nacional, aliados de Lula dentro do MDB tratam essa diretriz como temporária. Um interlocutor revelou que a posição do partido ainda será definida em convenção, quando o momento for considerado apropriado.
O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, por outro lado, negou que tenha havido diálogo entre o MDB e Pacheco, afirmando que a tradição do partido é respeitar as decisões estaduais. Atualmente, a pré-candidatura ao governo de Minas é ocupada por Gabriel Azevedo, ex-vereador de Belo Horizonte.
Pacheco, por sua vez, demonstrou cautela em relação à proposta de filiação. Informações indicam que ele teria solicitado o controle do diretório estadual para aceitar a indicação como pré-candidato ao governo mineiro. Ele também afirmou que não desconsiderará as decisões do diretório, presidido por Newton Cardoso.
Nos últimos meses, além do MDB, Pacheco analisou outras opções de filiação. O União Brasil estava entre elas, mas essa possibilidade diminuiu conforme o apoio do Progressistas ao governador Mateus Simões se tornou mais evidente. Se Pacheco decidir concorrer, terá Simões como adversário nas eleições.
A outra alternativa em vista é o PSB, que ganhou destaque nas últimas semanas, com pelo menos sete aliados de Pacheco se filiarem ao partido. Durante uma reunião recente com lideranças do PSB, o senador sinalizou uma possível filiação, seguindo o que já havia sido indicado pelo presidente estadual do PSB em Minas, Otacílio Neto.
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