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Lito Sousa é diagnosticado com a rara doença Creutzfeldt-Jakob, sem cura conhecida

Lito Sousa, influenciador e especialista em aviação, foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e progressiva. De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, cerca de 85% dos casos dessa doença são esporádicos, ou seja, não apresentam uma causa específica. As formas hereditária e adquirida da doença são menos frequentes e, devido à sua raridade, o diagnóstico pode ser complexo.

A Dra. Alice Del Colletto, professora de Biomedicina, explica que os sintomas iniciais da DCJ podem variar e se confundir com outras patologias, o que dificulta a identificação precoce. Para confirmar o diagnóstico, são realizados exames de ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma e análises do líquido cefalorraquidiano. Ela ressalta que “o diagnóstico exige uma investigação neurológica cuidadosa”, com a utilização de testes mais específicos, como o RT-QuIC, que ajuda a identificar alterações relacionadas aos príons e aumenta a precisão diagnóstica.

Na maioria dos casos, a DCJ ocorre de forma esporádica, sem que seja possível identificar uma causa específica. Os primeiros sinais da doença incluem perda de coordenação motora (ataxia) e tremores, espasmos musculares involuntários (mioclonia) e paralisias, perda de memória, desordem mental, demência, além de distúrbios de linguagem, visão, fadiga e alterações no sono. Com a progressão da doença, o paciente pode enfrentar dificuldades para caminhar, falar e engolir, comprometendo atividades rotineiras.

Atualmente, não existe tratamento que possa reverter ou interromper a evolução da Creutzfeldt-Jakob. Estima-se que cerca de 90% dos afetados venham a falecer em até um ano após o surgimento dos primeiros sintomas. A assistência médica geralmente se concentra no controle dos sintomas, buscando proporcionar conforto e cuidados paliativos, além de suporte ao paciente e à família.

Estudo e possibilidades futuras

Pesquisadores da Universidade de Harvard estão testando uma terapia experimental em pacientes com doenças priônicas, incluindo a DCJ. A informação foi detalhada pela Harvard Magazine em reportagem publicada em sua edição de setembro-outubro de 2026. Essa abordagem envolve o uso de RNA de interferência pequeno (siRNA), uma molécula que visa reduzir a produção da proteína priônica (PrP), uma das responsáveis pela progressão das doenças neurodegenerativas.

As doenças priônicas resultam de proteínas que adotam uma conformação anormal, levando ao acúmulo no sistema nervoso e à destruição progressiva do tecido cerebral, o que causa sintomas neurológicos graves.

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