Thayane Smith, identificada como a amiga que acompanhava Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, durante uma trilha no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul (PR), justificou seu abandono alegando que ele não compartilhava de seu “estilo de vida”. O jovem desapareceu na manhã de 1º de janeiro e está sendo procurado pelo Corpo de Bombeiros.
O caso ganhou notoriedade após Thayane comentar em suas redes sociais sobre as buscas. Em uma publicação, ela disse: “Aprendizado, nunca mais andar com alguém que não é experiente em trilhas, não é seu estilo de vida e não tem pique para isso”. Além disso, fez referências descontraídas em outro post ao desejar um “Feliz Ano Novo” enquanto as buscas por Roberto estavam em andamento.
Desde o início da trilha, Thayane registrou vídeos da experiência. Ela mencionou que pretende revelar a “história completa” após a conclusão das buscas, descrevendo a vista como “linda” e o “nascer do sol do maior pico do Sul”.
Nos vídeos compartilhados, Thayane aparece ao lado de Roberto e outros amigos durante a trilha. Ela descreveu as dificuldades do percurso, afirmando que a caminhada estava levando mais tempo do que o esperado: “Falaram que era 5, 6 horas de viagem. Se passaram 4 horas e chegamos na metade”. Após esse relato, Roberto não foi mais visto em suas publicações.
Ela também reiterou os perigos da trilha: “A trilha é muito difícil. Isso aqui é pra disposição, pra quem é aventureiro. É a nossa vida em risco”. Em vídeos posteriores, Thayane aparece sorridente no pico da montanha.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está investigando o caso, enquanto os bombeiros continuam com as buscas, que devem prosseguir na manhã de 5 de janeiro.
Com a repercussão, muitos comentários nas redes sociais levantaram questões sobre o desaparecimento. A família de Roberto pediu cautela, afirmando que a investigação é responsabilidade das autoridades. Raul Farias Batista, primo do jovem, fez um apelo para que não fizessem acusações: “O foco não pode ser esse. A Polícia Civil já está investigando o caso e confiamos no trabalho deles”.
A família estabeleceu uma página oficial para centralizar informações sobre o caso, que já conta com 250 mil seguidores. Um advogado foi contratado para lidar com as questões legais e prevenir fraudes. A família também solicitou a ajuda de montanhistas experientes para o trabalho de busca, dada a complexidade da região do Pico Paraná.
De acordo com informações disponíveis, Roberto atuava como técnico em segurança do trabalho, bombeiro civil e instrutor de NR-11.
A Polícia Civil do Paraná confirmou que um boletim de ocorrência foi registrado sobre o desaparecimento de Roberto. Investigadores estiveram na trilha e realizaram depoimentos com familiares e outros participantes. “As diligências seguem em andamento, com a análise das informações e coleta de elementos necessários para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Até o momento, o caso é tratado como desaparecimento, sem indícios de crime”, declarou a instituição.
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