Após intensos bombardeios que resultaram em retaliatórias de Teerã, Trump decidiu encerrar a ofensiva no final de semana. O Irã, por sua vez, afirmou que suspenderá seus ataques enquanto durar a pausa nas ações militares americanas.
A decisão de Trump levou a uma queda significativa nos preços do petróleo, que despencaram mais de 8% nas primeiras horas de segunda-feira. O petróleo Brent, que recentemente superou os US$ 100 por barril, agora está sendo negociado a menos de US$ 89.
Entretanto, há sinais de que o Irã pode estar testando o novo cessar-fogo. A Jordânia relatou ter derrubado dois drones, enquanto fontes de segurança iraquianas informaram que drones atingiram uma base de combatentes curdos no norte do Iraque, sem relatos de vítimas.
Conforme reportado pela CNN Brasil, a decisão de Trump reflete recomendações de seus comandantes militares, que indicaram que os bombardeios haviam atingido seu limite de eficácia. Fontes também relataram preocupações sobre a escassez de munições para defesa aérea.
### Irã se Afirma Firme em Sua Posição
Em resposta às sugestões de que o Irã estaria buscando negociações, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmail Baghaei, afirmou que essas notícias são infundadas e que “pedidos por negociações não estão em nosso DNA”. Embora haja comunicação por meio de mediadores, o Irã não descarta a diplomacia, mas nega qualquer intenção de retornar às negociações diretas com os Estados Unidos.
### Controle sobre o Estreito de Ormuz
Veículos de mídia estatal iraniana relataram que o Irã impediu a travessia de seis embarcações no Estreito de Ormuz, alegando que estavam tentando cruzar sem a devida permissão. O Irã reafirma que controla a principal rota de navegação da região, onde pretende continuar impondo taxas de trânsito.
As recentes hostilidades causaram várias vítimas. Quatro militares americanos morreram em ataques de retaliação contra bases dos EUA. O Irã também atacou infraestruturas civis em resposta aos bombardeios americanos.
### Acordo Provisório e Futuras Conversas
Perante essa situação tensa, Washington e Teerã chegaram a um acordo em junho sobre as bases para futuras negociações, mas divergências são evidentes em relação ao controle do Estreito de Ormuz. Enquanto os EUA insistem na liberdade de navegação, o Irã afirma ter autoridade para supervisionar o trânsito na área.
Uma delegação de alto nível de Omã visitou Teerã para discutir acordos sobre o estreito, e outros países do Golfo, como Catar e Arábia Saudita, também estão envolvidos em conversas sobre esta questão delicada.
A complexidade da situação no Estreito de Ormuz se reflete em uma incerteza crescente quanto ao poder de Washington de pressionar Teerã para que este aceite um controle mais flexível da região.
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