O Irã lançou um ataque em Tel Aviv com bombas de fragmentação, uma ação considerada retaliação ao recente assassinato de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança iraniano, após uma ofensiva israelense. A informação foi divulgada pela televisão estatal iraniana nesta quarta-feira, 18 de março.
Segundo informações da CNN Brasil, Israel afirma que o Irã tem utilizado bombas de fragmentação que se dispersam em várias explosões menores, tornando-as desafiadoras de interceptar. O ataque em Tel Aviv, uma área com alta densidade populacional, resultou na morte de duas pessoas, elevando o número de mortos em Israel para ao menos 14 desde o início do conflito.
Em resposta, um projétil iraniano atingiu uma área próxima à usina nuclear de Bushehr na noite de terça-feira, 17, mas não causou ferimentos ou danos, conforme relatado pelo Irã à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reiterou a necessidade de contenção durante o conflito para evitar riscos relacionados a um possível acidente nuclear.
Tanto Israel quanto os Estados Unidos afirmaram que um dos objetivos de seus ataques nos últimos dias é impedir que o Irã desenvolva um programa de armas nucleares. As operações iniciadas há mais de duas semanas resultaram na morte de importantes figuras do regime iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.
O governo iraniano confirmou na terça-feira o assassinato de Larijani, o mais alto funcionário a ser atingido desde o início da guerra entre os EUA e Israel. De acordo com o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, o filho de Larijani e seu vice, Alireza Bayat, também perderam a vida em um ataque israelense na noite de segunda-feira, 16.
A situação tensa se agrava com a recusa do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em considerar propostas de tensão ou cessar-fogo com os Estados Unidos. Um alto funcionário iraniano, que pediu para não ser identificado, afirmou que Khamenei declarou que "não é o momento certo para a paz até que os Estados Unidos e Israel reconheçam sua derrota e paguem indenizações".
O funcionário não esclareceu se Khamenei participou da reunião de política externa de forma presencial ou por videoconferência, uma vez que ainda não foi visto em público desde sua recente nomeação.
Para mais detalhes, acesse a íntegra da reportagem na CNN Brasil.
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