A morte de Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, trouxe à tona discrepâncias entre os depoimentos do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e as evidências encontradas na cena do crime. Segundo informações publicadas pelo CNN Brasil, o laudo da Polícia Científica de São Paulo detalha essa situação.
Geraldo Leite, atualmente preso sob suspeita de feminicídio, tornou-se réu após a aceitação da denúncia do Ministério Público de São Paulo pela Justiça. Além disso, enfrenta investigações da Justiça Militar por suas ações como policial.
Pesquisadores da Polícia Científica de São Paulo relataram que Gisele foi abordada dentro de sua casa. O ataque foi inesperado, uma vez que ocorreu de maneira sorrateira. De acordo com a perícia, o tenente-coronel teria imobilizado a vítima enquanto a ameaçava com uma arma de fogo.
As lesões encontradas na soldado indicam luta, com marcas de pressão de dedos no rosto e pescoço, além de sinais de resistência, como arranhões. O laudo sugere que houve uma "luta corporal ou tentativa de esganadura" antes do disparo fatal.
Inicialmente considerada um suicídio, a morte de Gisele foi reclassificada como feminicídio. Esta mudança se deu devido a inconsistências na cena do crime, laudos periciais que indicaram presença de violência e o histórico de relacionamento abusivo entre o casal. As evidências que levaram a essa nova abordagem incluem marcas de agressão, a dinâmica do disparo e a análise do sangue da vítima.
Geraldo Leite Rosa Neto, o principal suspeito, demonstrou comportamento suspeito logo após o crime. Imagens de câmeras e testemunhas confirmaram que ele tomou banho e mudou de roupas, desconsiderando instruções para preservar possíveis provas. Além disso, relatórios indicam que três colegas policiais teriam limpado o apartamento após o ocorrido, o que levanta ainda mais questões sobre a cena do crime.
Diante de todos esses elementos, foi expedido um mandado de prisão contra Geraldo por feminicídio e fraude processual.
A defesa de Geraldo Leite Rosa Neto, representada pelo escritório Malavasi Sociedade de Advogados, manifestou publicamente sua perplexidade em relação à prisão, afirmando que o tenente-coronel se apresentou às autoridades e colaborou com as investigações desde o início. A defesa ainda mencionou estar questionando a legalidade da prisão em esfera apropriada, reafirmando a confiança na elucidação dos fatos.
As declarações da defesa também ressaltaram a necessidade de proteção à honra e dignidade do tenente-coronel, em meio ao que chamam de interpretações e divulgações descontextualizadas sobre sua vida privada.
Geraldo continua aguardando que a verdade sobre o caso seja revelada, enquanto as investigações prosseguem.
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