Na quinta-feira, 18 de outubro, a Câmara dos Deputados anunciou a perda do mandato do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Esta decisão gerou ampla cobertura em veículos de imprensa internacionais.
Desde fevereiro, Eduardo está autoexilado nos Estados Unidos e acumula 59 faltas não justificadas nas sessões do plenário. Segundo a Constituição brasileira, a perda do mandato ocorre quando um parlamentar deixa de comparecer em mais de um terço das sessões.
Publicações como o argentino La Nación relataram que a ausência de Eduardo está relacionada à sua mudança para os EUA, onde ele buscou apoio para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe.
O jornal destacou: “[…] não comparece ao prédio do Legislativo em Brasília desde fevereiro, quando se mudou para os Estados Unidos para atuar como lobista em nome de seu pai, que atualmente está preso por tentativa de golpe”.
A agência de notícias EFE também cobriu o caso, explicando que as ausências levaram à perda de mandato, enquanto Jair Bolsonaro enfrenta sua condenação. “O filho do ex-presidente acumulou 59 ausências injustificadas desde março, quando viajou aos Estados Unidos com o objetivo de convencer o governo americano a aplicar sanções contra o Brasil para beneficiar seu pai”, afirmou a EFE.
A reportagem do ABC News mencionou que Eduardo alega ser alvo de perseguição política e tem solicitado apoio do governo Trump para ajudar seu pai. Enquanto isso, a Bloomberg ressaltou que o interesse do ex-presidente Trump pela família Bolsonaro diminuiu perante a nova administração brasileira.
“O interesse de Trump na situação de Bolsonaro parece ter diminuído, e ele agora discute a cooperação em áreas além do comércio com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, reportou a agência.
Após a declaração da perda de seu mandato, Eduardo Bolsonaro comentou que a experiência nos Estados Unidos foi valiosa. “Embora existam pessoas que digam que estou nos Estados Unidos por opção, eu digo para vocês: valeu a pena e valeu muito a pena ter pela primeira vez conseguido levar consequências reais para esses ditadores”, afirmou.
Ele acrescentou que considera a situação uma “medalha de honra”, em vez de uma derrota. “Ainda durante a eleição de 2022, eu pedia votos para outros candidatos a deputado federal pelo estado de São Paulo, para fazer uma bancada grande”, concluiu.
*Com informações da CNN Brasil.
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