Washington Ramos Brito, de 32 anos, foi encontrado morto dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Pinheiros, em São Paulo, apenas dois dias após ter cometido o assassinato de sua mãe, Angelina Maria Ramos, de 58 anos. O crime, que ocorreu na quarta-feira (25), gerou forte comoção, especialmente nas dependências da cadeia onde ele estava detido.
Na madrugada de sábado (28), Washington foi assassinado por outros detentos, que, segundo informações da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP), confessoram ter decapitado a vítima. A Polícia Penal está conduzindo um Procedimento de Apuração Preliminar para esclarecer os detalhes do homicídio, com os suspeitos encaminhados ao 91º Distrito Policial (Ceasa).
Os dois presos diretamente envolvidos afirmaram que a motivação para o crime foi a brutalidade do ato cometido por Washington contra sua mãe, um crime que chocou os demais detentos. A situação prevaleceu dentro da cadeia, refletindo a indignação que ele causou.
Washington já tinha um histórico criminal por tráfico de drogas. Ele foi preso em flagrante após assassinar a mãe no endereço familiar, localizado no bairro do Campo Limpo. Após o crime, Washington se dirigiu ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para se apresentar. A atitude suspeita levou os policiais a interrogá-lo, o que resultou na confissão do perpetrador.
Ele relatou que a discussão com sua mãe se intensificou após ela confrontá-lo, o chamando de "vagabundo" e afirmando que o sustentava. Enfurecido, Washington atacou-a fisicamente, resultando no espancamento e na asfixia. Após o ato, ele decidiu se entregar à polícia após beber em um bar.
O corpo de Angelina foi descoberto no dia seguinte por seu outro filho, Renan Ramos Brito, que foi alertado por vizinhos sobre a discussão. Ao retornar para casa, ele se deparou com a cena trágica. Renan revelou que as brigas entre a mãe e Washington eram recorrentes, e que seu irmão tinha retornado a morar com a família recentemente após um período fora.
Esse caso terrível destaca as complexidades que envolvem laços familiares em situações de violência e a leveza com que se lida com tragédias pessoais que reverberam em vidas alheias.
Fonte: Metrópoles.
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