Categories: Meio Ambiente

Governo sustenta vetos à lei de licenciamento ambiental em defesa de práticas sustentáveis

O governo federal divulgou uma nota à imprensa para defender a manutenção dos vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A previsão é que o Congresso Nacional analise os vetos em sessão conjunta nesta quinta-feira (27).

Segundo o comunicado do Executivo, os vetos têm como objetivo garantir a integridade do processo de licenciamento, proteger o meio ambiente e preservar a saúde da população brasileira.

As medidas, afirma o Planalto, também buscam assegurar segurança jurídica a empreendimentos e investidores; incorporar inovações que tornem o licenciamento mais ágil, sem comprometer a qualidade; e garantir os direitos de povos indígenas e comunidades quilombolas.

A nota garante que os vetos foram definidos após avaliações técnicas e jurídicas rigorosas, com participação da comunidade científica e de diversos setores da sociedade. E levaram em consideração o cenário recente de desastres ambientais e climáticos no país.

O governo cita os impactos ainda presentes dos rompimentos em Mariana e Brumadinho, além das tragédias provocadas por eventos extremos no Paraná e no Rio Grande do Sul, para argumentar que flexibilizações no licenciamento podem gerar efeitos “imediatos e de difícil reversão”.

O comunicado também menciona o papel do Brasil na agenda internacional do clima. Depois de sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), reduzir pela metade o desmatamento na Amazônia e se destacar no uso de energias renováveis, o país “merece uma legislação robusta e avançada”.

Sociedade civil

Organizações socioambientais também avaliam que derrubar os vetos abre brechas para o aumento de desmatamento, queimadas, conflitos territoriais e insegurança jurídica. Direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais seriam colocados em risco. Eles podem ser ignorados nos processos de licenciamento caso seus territórios ainda não estejam demarcados ou titulados.

As entidades que se manifestaram assim foram o Observatório do Clima, Avaaz, Nossas, WWF-Brasil, Instituto Socioambiental, Instituto de Direito Coletivo, Instituto Democracia e Sustentabilidade, Instituto de Estudos Socioeconômicos, SOS Mata Atlântica, Greenpeace, Proteção Animal Mundial e Painel Mar.

Os especialistas afirmam que a restauração do texto original permite que estados e municípios definam sozinhos quais empreendimentos podem ser licenciados automaticamente, sem análise prévia de impactos.

Obras em áreas sensíveis da Amazônia, como estradas e hidrovias, podem avançar sem salvaguardas, ampliar emissões de gases do efeito estufa e contrariar os compromissos defendidos pelo Brasil na COP30.

Agência Brasil

Recent Posts

Salvador tem sol e chuva nesta sexta; temperaturas variam de 23°C a 30°C

Previsão do Tempo em Salvador: Sol e Chuvas Rápidas nesta Sexta-Feira Resumo: Nesta sexta-feira, Salvador…

1 minuto ago

Cão policial Kylo morre baleado no último dia de trabalho durante operação em Portland

Um cão policial conhecido como Kylo foi tragicamente baleado e morreu na tarde de quinta-feira…

6 minutos ago

Prefeitura de Nova Brasilândia D’Oeste abre seleção com salários até R$ 1.838,54

A Prefeitura de Nova Brasilândia D’Oeste (RO) lançou um processo seletivo para preencher cinco vagas…

7 minutos ago

Paolla Oliveira retoma posto de rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense em 2027

markdown Paolla Oliveira é a nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense (Instagram/Reprodução) Paolla Oliveira,…

36 minutos ago

Rep. Haley Stevens propõe redução da idade de aposentadoria a 60 anos para trabalhadores braçais

Segundo informações publicadas pela CNBC, a representante Haley Stevens, do partido Democrata de Michigan, apresentou,…

1 hora ago

Lula encontra empresários e ministros antes de evento com 500 convidados em SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com empresários e ministros em…

1 hora ago