O governo brasileiro comunicou à Organização das Nações Unidas (ONU) que, até o momento, não houve compensação, pedido de desculpas ou oferta de apoio psicossocial à família de Marco Aurélio Cardenas Acosta, um estudante de medicina de 22 anos que foi morto pela Polícia Militar de São Paulo em novembro de 2024.
A informação foi divulgada em resposta a uma carta encaminhada em junho de 2026 por dois relatores especiais da ONU, que solicitaram ações para coibir a violência policial no Brasil, além de detalhes sobre o caso da morte de Acosta. O incidente ocorreu na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, e envolveu uma perseguição policial após uma discussão, onde o jovem foi atingido por um disparo enquanto tentava se refugiar em um hotel.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrentou críticas por sua gestão do caso e admitiu que houve conduta imprópria por parte da polícia. O comunicado brasileiro, assinado pela missão do país junto à ONU em Genebra, revelou que não houve registro de compensação ou apoio à família após a tragédia.
No documento, datado de 14 de agosto de 2026 e enviado ao Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, o governo se limitou a afirmar que os fatos relacionados à morte estão sendo investigados nas esferas militar, criminal e judiciária, conforme as jurisdições competentes.
Os relatores da ONU, Ashwini K.P. e Morris Tidball-Binz, expressaram preocupação com o uso excessivo da força letal por parte das autoridades brasileiras, destacando que o caso de Acosta é um exemplo de um padrão sistemático de violação de direitos humanos no país. A ONU foi acionada pela família do estudante, com o apoio da ONG Conectas, que pediu uma investigação independente e eficaz sobre as circunstâncias da morte.
O governo brasileiro, em resposta, declarou estar tomando medidas para prevenir fatalidades semelhantes, incluindo o fortalecimento de mecanismos de investigação e supervisão das ações de segurança pública, além de estratégias de combate ao racismo nas ações estatais.
A morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta e a subsequente falta de resposta às demandas da família e da ONU refletem um contexto mais amplo de impunidade e violência policial no Brasil. As investigações e medidas corretivas necessárias para restaurar a confiança nas instituições de segurança pública ainda permanecem um tema crucial para os direitos humanos no país.
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