O Ministério da Fazenda do Brasil autorizou recentemente a garantia federal para um empréstimo de R$ 5,45 bilhões destinado ao estado de São Paulo. A decisão chegou apenas algumas horas após o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) mover uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando atraso por parte da administração do presidente Lula (PT) na liberação do aval.
Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo revelou que aguardou mais de 70 dias por um despacho que desbloquearia a operação. O empréstimo, que será intermediado pelo Banco do Brasil, tem como objetivo financiar obras de transporte e mobilidade urbana. De acordo com a petição, a Secretaria do Tesouro Nacional havia dado parecer favorável em 19 de maio, porém o processo estava pendente da assinatura ministerial desde 10 de junho.
Em resposta à situação, o Ministério da Fazenda divulgou uma nota no dia 12 de agosto, afirmando que o trâmite do crédito estava dentro da normalidade. O texto observou que, historicamente, o período eleitoral gera um aumento na demanda por operações financeiras do tipo, impactando o fluxo de análise. “A operação do estado de São Paulo transcorre dentro dos prazos e trâmites usuais e está em fase final de tramitação”, destacou a nota.
A petição apresentada pelo governo paulista mencionou que 61 operações de crédito semelhantes foram autorizadas, em média, em menos de um mês. Em um exemplo, a Bahia, governada pelo PT, conseguiu a liberação de uma linha de crédito de R$ 2 bilhões em apenas nove dias.
Desde janeiro de 2023, o Ministério da Fazenda afirmou que o governo federal já havia concedido aval para operações de crédito totalizando R$ 250 bilhões em todo o Brasil, beneficiando tanto estados quanto municípios. Deste montante, R$ 30 bilhões foram direcionados ao estado de São Paulo.
O ministério também afirmou que a média anual de concessões de aval ao estado paulista entre 2023 e 2026 é superior a três vezes o que historicamente tem sido obtido.
A questão da liberação desses recursos gerou discussões no contexto eleitoral. Flávio Bolsonaro (PL), que se candidatura à presidência, já abordou o assunto em pelo menos duas ocasiões, sugerindo que o presidente Lula estaria retaliando São Paulo por ter Tarcísio como governador. O tema foi evidenciado durante um recente debate na Band, onde o governador Tarcísio e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) discutiram a situação.
Acompanhando a evolução desta situação, os impactos políticos e financeiros desse empréstimo e seu desdobramento na relação entre os governos federal e estadual continuam a ser observados.
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