Os futuros do gado de engorda nos Estados Unidos registraram alta nesta quinta-feira. Pecuaristas e comerciantes estão em estado de alerta em relação a possíveis novos casos do parasita da mosca-da-berne. Segundo informações publicadas pelo InfoMoney, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou na noite de quarta-feira a detecção do berne-do-novo-mundo em um bezerro no Texas, marcando o primeiro caso no estado desde 1966.
Brooke Rollins, secretária do USDA, afirmou que a agência acredita ter condições de conter a praga. Contudo, uma infestação mais ampla poderia agravar a redução do rebanho bovino nos EUA, que já está em seu menor número em 75 anos. Nate Sheets, candidato republicano a comissário de agricultura do Texas, descreveu a situação como “uma emergência agrícola”.
Os futuros do gado no Chicago Mercantile Exchange (CME) inicialmente caíram com o temor de que a infestação pudesse afetar o consumo de carne bovina. Porém, rapidamente se recuperaram, subindo mais de 3%. A detecção do parasita ameaça o setor pecuário do Texas, que pode enfrentar perdas econômicas chegando a US$ 1,8 bilhão se a praga se espalhar, segundo especialistas.
“Precisaremos observar a rapidez com que a praga se propaga e a reação dos consumidores”, comentou Matt Wiegand, corretor de commodities da FuturesOne. Ele destacou que, enquanto não houver um impacto significativo na demanda, os números de gado ainda permanecem apertados.
A oferta de gado nos EUA tem diminuído devido a uma seca persistente, que aumentou os custos de alimentação e levou os pecuaristas a reduzir seus rebanhos. Esta situação tem feito com que frigoríficos, como JBS, Cargill e Tyson Foods, enfrentem dificuldades para encontrar animais suficientes para processamento.
O Meat Institute, representando os processadores de carne, solicitou ao USDA que considere liberar remessas de gado de “baixo risco” para abate. Isso incluiria animais transportados diretamente de fazendas não infestadas.
O USDA já investiu milhões de dólares na tentativa de controlar a praga, que, segundo Lee Haines, professor da Universidade de Notre Dame, já está se expandindo nas populações de animais selvagens. Haines alertou que o ônus recai sobre os pecuaristas, que precisam monitorar os animais em vastas áreas de pasto, frequentemente sem supervisão por dias.
Para mais detalhes sobre a situação, confira a fonte original no InfoMoney.
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