O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou durante uma entrevista à Globonews, na quinta-feira (14), detalhes sobre um investimento de R$ 134 milhões com o empresário Daniel Vorcaro, que está vinculado à produção do filme “Dark Horse”, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio defendeu Vorcaro, destacando que ele “não é banqueiro enrolado, é investidor de filme”.
De acordo com o senador, os recursos de Vorcaro são oriundos de um investimento privado, sendo feito sem verbas públicas. Flávio enfatizou que não há “nada a esconder” e que a captação de recursos para o filme seguiu todos os trâmites legais. “Fiz algo normal”, afirmou, negando qualquer irregularidade.
Flávio afirmou que o apoio financeiro recebido não se constituiu em doação, mas sim em um investimento com expectativa de retorno. Ressaltou ser um projeto de “mega produção hollywoodiana”, idealizado como uma homenagem ao pai, que ele classificou como vítima de perseguição.
Em 2025, o senador negociou com Vorcaro um financiamento de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões na época) para o filme. Esta informação foi divulgada pelo site The Intercept Brasil em reportagem publicada quarta-feira (13). O texto destaca que Vorcaro alegadamente se comprometeu a fazer o pagamento em 14 parcelas, mas, até agora, apenas US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) foram efetivamente transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
O Poder360 entrou em contato com a defesa de Daniel Vorcaro para obter um posicionamento sobre as alegações. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno oficial, mas o texto será atualizado assim que novas informações forem disponibilizadas.
Flávio detalhou que o primeiro contato com Vorcaro ocorreu em dezembro de 2024, através de Thiago Miranda, um empresário que era dono do Portal Leo Dias. O senador mencionou que enfrentava dificuldades para captar recursos no país, atribuindo essas barreiras a uma alegada perseguição política durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele explicou que optou por não divulgar essa ligação antes devido a uma cláusula de confidencialidade presente no contrato do filme. No entanto, afirmou que Vorcaro descumpriu o acordo, resultando na interrupção da parceria.
As transferências financeiras discutidas entre Flávio e Vorcaro foram direcionadas ao fundo Havengate Development Fund LP, registrado na SEC (Securities and Exchange Commission) nos Estados Unidos, e Flávio destacou que o advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro, estava gerenciando o fundo e é uma pessoa em quem confia.
Informações adicionais sobre a natureza dos acordos e documentos relacionados foram mencionadas no artigo do The Intercept, embora sem divulgação específica dos documentos que sustentam as alegações.
Conforme reportado pelo Poder360, a situação continua a evoluir e gera questionamentos sobre a transparência e a legalidade das transações realizadas em torno da produção do filme.
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