O senador Flávio Bolsonaro expressou surpresa com a decisão do ministro Luiz Fux, do STF, que suspendeu trechos da lei estadual relacionada à eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro. Em suas declarações, feitas durante um evento do Lide Rio de Janeiro no Hotel Fairmont, em Copacabana, o senador revelou que o grupo político do governador Cláudio Castro não esperava tal judicialização. Agora, eles se veem forçados a discutir rapidamente os próximos passos a serem tomados.
Flávio Bolsonaro comentou que não acreditava que a aprovada na Alerj poderia ser derrubada com facilidade. Ele disse: “Eu, sinceramente, não considerava que tinha grandes chances de acontecer”, ao referir-se à liminar de Fux. O senador ainda mantém esperança de que a questão seja revista no plenário do Supremo, enfatizando que a decisão de Fux foi uma medida monocrática; “Essa foi uma decisão ainda monocrática de forma liminar”.
A medida do ministro impacta diretamente na estratégia política do grupo liderado por Cláudio Castro. Fux suspendeu itens fundamentais da lei, incluindo o prazo de 24 horas para desincompatibilização de cargos, estabelecendo a necessidade de um prazo mais amplo, conforme a legislação federal. Essa mudança afeta nomes que eram considerados candidatos para um eventual mandato-tampão, como Douglas Ruas e Nicola Miccione.
No evento, o senador mencionou que havia conversado com o governador, o qual já estava dialogando com partidos aliados sobre a nova estratégia. Flávio afirmou: “Ele está, neste momento, fazendo uma reunião também com os partidos que são da nossa base aqui no governo, no Rio de Janeiro. E vamos pensar qual o melhor caminho a seguir”.
O senador não se adiantou a fornecer nomes para a disputa, indicando que a decisão deve ser coletiva. Com a liminar de Fux, a estratégia inicial foi prejudicada, forçando o grupo a reavaliar seus planos para não deixar a situação escapar do controle.
Além disso, Flávio Bolsonaro tentou minimizar quaisquer interpretações sobre apoio a uma possível candidatura de Felipe Curi, afirmando que sua presença no almoço do Lide estava ligada ao debate sobre segurança pública e não configura uma sinalização política a favor de uma corrida estadual.
Com informações do Tempo Real.
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