No documento, Maria do Carmo esclarece que a decisão de Bruninho de aceitar o encontro não foi impulsiva. O adolescente analisou a proposta, mas precisou de um longo tempo para refletir. A avó materna de Bruninho, Sônia, apoiou a escolha, e as duas mulheres decidiram acompanhar o garoto para garantir sua segurança emocional e física.
O encontro estava agendado em um apartamento em Copacabana, e Bruno receberia o endereço 24 horas antes da data. Foi acordado que a esposa do ex-goleiro e jornalistas não estariam presentes. Segundo Maria do Carmo, Bruno se tornou incomunicável um dia antes do encontro, não atendendo chamadas ou mensagens.
Ela organizou o encontro em um local seguro, visando o bem-estar de Bruninho. Ao descrever a alegação de Bruno de que se tratava de uma “cilada”, Maria do Carmo a considerou inacreditável, afirmando que ele fez propostas similares a Eliza no passado.
Na carta, Maria do Carmo explicita que o objetivo do garoto ia além da curiosidade; ele pretendia oferecer a Bruno a desistência dos processos judiciais movidos pela família em troca da informação sobre os restos mortais de Eliza Samudio, com a intenção de proporcionar um enterro digno à mãe.
A madrinha ressaltou que Bruninho não buscava vingança ou exposição, mas sim a possibilidade de honrar a memória da mãe.
Em suas declarações nas redes sociais, Bruno justificou o cancelamento do encontro por questões de segurança e mencionou que a avó de Bruninho e a advogada apresentaram exigências incomuns, como comparecer sem seu próprio advogado. Ele também insinuou a presença de um repórter no local e alegou que havia câmeras escondidas, sugerindo que o encontro visava a produção de um documentário.
Após o cancelamento, Maria do Carmo criticou Bruno por vazar detalhes à imprensa e por suas insinuações públicas. Ela apontou a incoerência em suas declarações, onde um momento ele expressa desejo de encontrar o filho e em outro constrói uma narrativa de ameaça.
Maria do Carmo desafiou Bruno a apresentar provas de suas acusações, afirmando que houve uma estratégia deliberada para transformar a situação de um adolescente em um espetáculo público.
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a 22 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio. Atualmente, ele cumpre pena em liberdade condicional. Maria do Carmo reconheceu que ofereceu uma oportunidade a alguém que considera não a merecer, ressaltando que Bruno ainda não cumpriu toda a pena e continua solto devido às leis brasileiras, apesar de ter respeitado a escolha de Bruninho em querer se encontrar com o pai.
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