As condições climáticas secas e ensolaradas do outono em São Paulo trazem um alerta significativo: a escassez de água na região metropolitana. Desde o dia 8 de abril, os níveis dos sete reservatórios que compõem o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) têm mostrado uma queda contínua, partindo de 56,5% do volume total para 55,3% na quinta-feira, 23 de abril. Em apenas dez dias, a diminuição foi de 1 ponto percentual.
A crise hídrica é fortemente associada ao sistema Cantareira, que representa cerca de 50% da água da região. Desde seu pico no dia 26 de março, com 44,1%, o nível caiu para 43,1% atualmente, uma variação negativa de 0,6 ponto percentual nesse mesmo período.
Conforme relatado pelo portal dos Mananciais da Sabesp, a principal causa dessa diminuição é a escassez de chuvas. Em abril, foram registrados apenas 35,8 mm de precipitação na área do Cantareira, bem abaixo da média histórica de 78,4 mm.
Um sistema de alta pressão atmosférica está afetando o Sudeste do Brasil, resultando em dias quentes e ensolarados, pelo menos até o próximo domingo, 26 de abril. Essa condição dificulta a formação de nuvens e a passagem de frentes frias, contribuindo para a falta de chuvas. As previsões mais recentes do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) indicam a possibilidade de chuva nos primeiros dias da próxima semana, embora o volume não é suficiente para recuperar os níveis dos mananciais.
Em resposta a essa situação, o governo estadual intensificou campanhas para promover o uso consciente da água por parte da população, visando prevenir desperdícios durante a temporada de verão. Para evitar a repetição da crise hídrica de 2014 e 2015, a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) estabeleceu a redução da pressão da água na rede metropolitana, das 19h às 5h, desde 9 de março. No momento, o sistema Cantareira opera na faixa 2-Atenção, com apenas 43,1% de seu volume.
As faixas de atuação da Arsesp determinam diferentes níveis de gestão do abastecimento. Atualmente, a situação se encontra na faixa 3, onde são implementadas estratégias de gestão de demanda noturna e campanhas de conscientização. Por sua vez, faixas mais críticas possuem contingências que incluem redução ampliada da pressão e, em casos extremos, rodízio de fornecimento de água.
Com a redução da pressão na água, a Sabesp registrou uma economia de 126,46 bilhões de litros, o que equivale ao consumo mensal de cerca de 22 milhões de pessoas.
Essas ações são fundamentais para a sustentabilidade do abastecimento hídrico na região, especialmente em tempos de crise. A fonte desta informação é o Governo do Estado de São Paulo.
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