Segundo informações publicadas pelo Brasil 247, Lejeune estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Madre Teodora, em Campinas, SP, onde apesar de mostrar sinais de recuperação, sofreu uma parada cardiorrespiratória na tarde dessa quinta-feira e não resistiu.
A morte de Lejeune Mirhan causou grande comoção entre amigos, familiares, companheiros de militância e leitores que durante anos foram impactados por suas análises rigorosas e por seu compromisso com a justiça social.
Lejeune Mirhan não foi apenas um acadêmico, mas um militante que dedicou sua vida à produção do conhecimento como ferramenta de mudança. Com uma trajetória marcada por estudos sobre imperialismo e relações internacionais, Lejeune foi professor da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e um dos fundadores do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo. Sua formação acadêmica foi influenciada pelo sociólogo Florestan Fernandes, especialmente em sua pesquisa de mestrado sobre o movimento estudantil brasileiro pós-68.
Nascido em Corumbá (MS), Lejeune sempre manteve laços com sua cidade natal, onde desenvolveu pesquisas sobre a imigração sírio-libanesa.
Após sua aposentadoria, Lejeune se tornou uma voz respeitada nos debates de geopolítica. Suas participações diárias na TV 247, tanto no Bom Dia 247 quanto em O Mundo como Ele É, foram essenciais para trazer à tona discussões sobre a ascensão da multipolaridade e o papel de países como China e Rússia na nova ordem mundial.
José Reinaldo Carvalho destacou que Lejeune sempre sustentou, com rigor, que o mundo já se tornara multipolar, desafiando as noções equivocadas de que essa realidade ainda estava distante.
Lejeune foi um defensor ativo da causa palestina, participando de várias missões de solidariedade ao longo de sua vida. Sua obra estava indissociavelmente ligada à luta pela autodeterminação dos povos e ao combate ao imperialismo, tendo produzido diversas publicações significativas, entre elas “Atualidade da Luta Anti-imperialista”.
A trajetória de Lejeune Mirhan, marcada por sua militância no PCdoB durante quase cinquenta anos, deixou um legado importante para novas gerações. Seus colegas e amigos expressaram profundo luto e admiração, testemunhando o impacto que suas ideias e ensinamentos tiveram na formação de estudantes e ativistas.
Leonardo Attuch, fundador do Brasil 247, ressaltou a perda de um amigo e grande professor, enquanto Dayane Santos, diretora da TV 247, enfatizou seu papel como educador e transformador social. Outros colegas relataram suas contribuições significativas à luta pela justiça social e pela emancipação dos povos.
O peso de sua ausência será sentido no cenário intelectual e político do Brasil. Lejeune Mirhan é lembrado como uma voz fundamental que sempre defendeu a importância da ação consciente dos povos na construção da história.
Glória eterna a Lejeune Mirhan.
Segundo informações publicadas pela CNBC, a representante Haley Stevens, do partido Democrata de Michigan, apresentou,…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com empresários e ministros em…
O Corinthians inicia neste sábado (26) a busca pelo sétimo título consecutivo do Brasileirão Feminino.…
A Câmara Municipal de Cerro Corá, localizada no Rio Grande do Norte, anunciou a abertura…
Seja visto e ouvido em todas as chamadas de vídeo com a Logitech Brio 100,…
De acordo com a previsão divulgada pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção…