A atriz francesa Brigitte Bardot faleceu no último domingo (28), aos 91 anos, conforme anunciado por sua fundação dedicada ao bem-estar animal. A causa da morte ainda não foi revelada.
Recentemente, Bardot foi hospitalizada em Toulon, no sul da França, onde se submeteu a procedimentos médicos em outubro e novembro. Naquela ocasião, tranquilizou seus fãs ao afirmar que estava se recuperando bem.
Reconhecida mundialmente nas décadas de 1950 e 1960, Bardot ficou famosa por suas atuações marcantes e por seu magnetismo nas telas. Dentre seus filmes mais memoráveis estão “E Deus Criou a Mulher” (1956) e “O Desprezo” (1963). Além de sua carreira no cinema, também se destacou como cantora, lançando diversos discos na mesma época.
Bardot, frequentemente referida apenas pelas iniciais BB, cativou o público com sua interpretação audaciosa de sexualidade, desafiando normas sociais da época. Durante as décadas de 1950 e 1960, tornou-se um ícone internacional e ajudou a abrir caminho para a aceitação de produções cinematográficas estrangeiras nos Estados Unidos, em um período em que a censura hollywoodiana limitava a liberdade criativa.
Ao longo de sua carreira, Bardot dividiu a opinião pública, sendo uma das primeiras celebridades a viver de forma autêntica e não convencional, desafiando expectativas sobre feminilidade na era pré-feminista. Embora frequentemente desdenhasse de suas habilidades como atriz, sua presença carismática a levou a participar de mais de 40 filmes, incluindo títulos icônicos como “…E Deus Criou a Mulher” e “O Desprezo”. Também alcançou sucesso musical na França durante os anos 60.
O estilo de moda de Bardot a manteve relevante na cultura pop, influenciando gerações de artistas e ícones de estilo. Seu visual distintivo, com cabelos loiros platinados e roupas ajustadas, inspirou atrizes e modelos como Jane Fonda, Julie Christie, Kate Moss e Claudia Schiffer.
Seus filmes variavam entre comédias e dramas, conquistando crítica e público, com destaque para sua performance em “La Vérité” (1960), onde interpretou uma jovem acusada de assassinato. Após a aposentadoria do cinema aos 39 anos, em 1973, Bardot direcionou sua atenção para a defesa dos direitos dos animais, fundando a Fundação Brigitte Bardot.
Em leilão de objetos pessoais em 1987, Bardot declarou: “Dei minha beleza e minha juventude aos homens, e agora estou dando minha sabedoria e experiência, o melhor de mim, aos animais”, evidenciando sua dedicação à causa animal.
Um dos episódios marcantes de sua vida foi sua tentativa de suicídio em 1960, no dia do seu 26º aniversário, quando estava desaparecida e foi encontrada por um garoto em uma floresta. Apesar das dificuldades, incluindo críticas sobre sua maternidade, Bardot continuou a fazer parte do cenário cultural, aparecendo em papéis que refletiam suas lutas pessoais.
*Com informações da Reuters e de Lee Smith, da CNN
Com informações da CNN Brasil.
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