A primeira explosão foi registrada por volta de 1h50, horário local, e foi intensa o suficiente para ser percebida em várias partes da capital. Neste contexto, o governo venezuelano classificou o ocorrido como uma “grave agressão militar” proveniente dos Estados Unidos, alegando que ataques foram direcionados a Caracas e aos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Em resposta, o presidente Nicolás Maduro declarou estado de emergência e ordenou a implementação de planos de defesa nacional. O governo convocou, ainda, a mobilização das forças sociais e políticas em apoio à soberania do país. “O povo da Venezuela e suas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, em perfeita unidade popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, foi enfatizado em comunicado oficial.
O governo também anunciou sua intenção de levar queixas ao Conselho de Segurança da ONU e a outros organismos internacionais, buscando uma condenação aos atos dos EUA. Correspondentes da CNN relataram que algumas explosões foram tão fortes que as janelas dos prédios tremeram, com diversos bairros ficando sem eletricidade depois dos incidentes.
A CNN também tentou obter um posicionamento oficial da Casa Branca sobre os eventos. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou na rede social X sua rejeição a qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação na Venezuela, destacando a preocupação do seu governo em relação ao que ocorre no país vizinho.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou o que chamou de ato “criminoso” dos EUA. “Cuba denuncia e exige urgentemente a reação da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos Estados Unidos contra a Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada”, afirmou.
Nos últimos meses, a retórica entre os EUA e a Venezuela se intensificou. O ex-presidente americano Donald Trump alertou que novas medidas contra redes de narcotráfico na Venezuela estavam sendo planejadas, com a possibilidade de ataques terrestres. Em uma declaração anterior, Trump mencionou ter autorizado a CIA a atuar dentro da Venezuela.
Além disso, um reforço militar dos EUA na região foi constatado, com a presença de um porta-aviões, navios de guerra e caças avançados no Caribe. A administração Trump implementou um bloqueio ao petróleo venezuelano e ampliou as sanções, além de realizar operações contra barcos que acredita transportar drogas.
A comunidade internacional já condenou alguns desses ataques, caracterizando-os como execuções extrajudiciais. O governo de Nicolás Maduro, por sua vez, nega qualquer vínculo com atividades de narcotráfico.
(Com informações da Reuters)
Com informações da CNN Brasil.
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