O ministério da Defesa do Equador confirmou que os Estados Unidos estão realizando operações militares contra cartéis e o narcotráfico no país. Essas ações fazem parte da aliança “Escudo das Américas”, uma coalizão liderada pelos EUA que envolve cerca de vinte países da América Latina e do Caribe.
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) informou que o comandante Gen. Francis L. Donovan visitou o Equador nesta semana, onde se reuniu com autoridades de Defesa para discutir estratégias de combate ao narcotráfico. Em sua comunicação, o ministério equatoriano destacou que os EUA enviaram dois navios de guerra, além de lanchas interceptadoras e três helicópteros Black Hawk, que serão posicionados em rotas estratégicas entre o Equador continental e a Ilha Galápagos.
Não foram divulgadas informações sobre o número de tropas mobilizadas para essas operações. A CNN tentou contato com Southcom para mais detalhes, mas ainda não obteve resposta. Na semana anterior, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia elogiado o Equador por sua liderança regional durante um evento do Escudo das Américas no Panamá, parabenizando o país por ser o primeiro membro da A3C (Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis) a se unir aos EUA em uma operação contra narcotraficantes.
Hegseth também mencionou que os EUA planejam iniciar operações militares terrestres na América Latina, seguindo o modelo de ataques realizados contra embarcações suspeitas de transportar drogas pelo Oceano Pacífico. O secretário afirmou que Washington colabora com nações como Equador e Colômbia, considerando o presidente equatoriano, Daniel Noboa, como um dos principais aliados de Donald Trump na região.
Simultaneamente ao contexto militar, o Departamento de Estado dos EUA anunciou sanções a mais de uma dúzia de indivíduos e empresas no Equador por suposto envolvimento no envio de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para o México, com destino final aos Estados Unidos. Entre os grupos sancionados estão os cartéis equatorianos Los Choneros e Los Lobos, que, segundo autoridades americanas, mantêm relações próximas com o Cartel de Sinaloa e o Cartel de Jalisco Nova Geração.
A atuação dos EUA no Equador reflete uma intensificação das operações contra o narcotráfico na região, em um esforço de controle e erradicação das atividades criminosas vinculadas ao tráfico de drogas. As ações em conjunto visam aumentar a segurança e desarticular organizações que operam de forma transnacional.
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