O governo dos Estados Unidos realizou, na sexta-feira, ações militares contra alvos iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz. Esta resposta ocorreu após um ataque de Teerã a um navio comercial na região, conforme informações divulgadas pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM).
As forças aéreas americanas atingiram locais de armazenamento de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiras, segundo o CENTCOM. O comunicado descreve que a agressão injustificada contra o transporte comercial por parte das forças iranianas infringiu claramente o cessar-fogo estabelecido.
Após as operações, o CENTCOM divulgou um vídeo mostrando um dos ataques realizados contra os alvos iranianos. De acordo com um oficial americano, as ações não indicam um retorno às operações de combate em larga escala, pelo menos por enquanto.
Por sua vez, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que retaliou atingindo posições militares americanas na região, informações estas reportadas pela Press TV, veículo estatal iraniano. O Exército dos EUA não confirmou essas alegações.
O Vice-presidente JD Vance, que teve um papel ativo nas negociações do acordo com o Irã, declarou que “a violência será respondida com violência”. Vance também comentou que o Irã havia assinado um acordo de cessar-fogo e que os desentendimentos sobre sua aplicação poderiam ser resolvidos por meio de comunicações diretas.
As ações americanas se seguiram à declaração do presidente Donald Trump, que classificou o ataque iraniano ao navio como uma “violação imprudente” do acordo para encerrar a guerra com o Irã, mas não deu indicativos se os eventos levariam a um retorno de hostilidades mais amplas.
Em coletiva de imprensa, Trump foi evasivo ao responder se o Irã enfrentaria consequências, afirmando simplesmente: “Você descobrirá”. Ele observou que o Irã realizara um ataque com pelo menos quatro drones, um dos quais atingiu a parte superior de um grande navio comercial, mas o dano não foi suficiente para impedir a continuidade da viagem da embarcação.
Além disso, Trump mencionou que o incidente mostrou que o Irã ainda mantinha algumas capacidades militares, apesar do esforço americano. Durante um evento em Washington, ele declarou: “Ainda temos uma luta. Eles têm alguma capacidade, não muita. Não estão vencendo, mas podem atacar”.
Comenta-se que o episódio evidencia as dificuldades em restaurar o tráfego no Estreito de Ormuz, uma via crucial para o comércio global. O acordo entre EUA e Irã previa o retorno do tráfego ao nível anterior à guerra, mas não especificava condições detalhadas para isso.
O Irã considera o controle do estreito um ponto estratégico nas negociações, e, conforme os Guardas Revolucionários Islâmicos, a passagem segura dos navios seria garantida somente por rotas reconhecidas pelo Irã.
A ação de quinta-feira gerou um ataque a um navio, que foi atingido por um projétil desconhecido, causando danos, mas sem relatar vítimas ou impactos ambientais significativos, conforme informações da UK Maritime Trade Operations, que monitora o tráfego marítimo na área.
Este episódio marca uma escalada nas tensões entre os EUA e o Irã, levando a um cenário imprevisível e potencialmente perigoso na região.
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