Os Estados Unidos preveem a possibilidade de novos ataques ao Irã já neste próximo fim de semana, conforme informado por duas autoridades americanas envolvidas nos planos. Essa ação surge em meio aos esforços do presidente Donald Trump para encontrar uma solução diplomática para o crescente conflito, que, até o momento, não obteve os resultados desejados.
A extensão e os alvos exatos dos possíveis ataques ainda não foram esclarecidos. As autoridades destacaram que a operação pode ser cancelada conforme as circunstâncias evoluírem. Em uma reunião de gabinete realizada na última sexta-feira (31), Trump expressou sua frustração com as falhas nas negociações diplomáticas e indicou sua intenção de realizar ataques mais intensos.
"Vamos atingi-los com muita força", declarou o presidente, acrescentando que em algum momento o Irã poderá reconhecer a dificuldade da situação. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) já preparou opções e colocou suas forças de prontidão para uma possível expansão do conflito, que inclui um bombardeio que pode durar até duas semanas, focando em instalações de mísseis iranianos.
Além de atacar as instalações de mísseis, houve discussões sobre a possibilidade de atingir a infraestrutura energética do Irã. No entanto, o governo Trump tem mostrado cautela nessa abordagem, temendo represálias iranianas contra a infraestrutura do Golfo, o que poderia trazer instabilidade aos mercados globais de energia já pressionados pelo conflito atual.
Essa preocupação é corroborada pelo ministro da Defesa de Israel, que mencionou a intenção do país de atacar a infraestrutura energética iraniana para aumentar a pressão econômica sobre Teerã. Israel Katz afirmou: "Queremos muito atacar os alvos energéticos do Irã — mas os EUA não estão aprovando isso no momento". Até o momento, não há evidências de que Israel participará de novos ataques americanos.
As Forças Armadas dos EUA também estão se preparando para uma série de ataques que visam a infraestrutura nuclear do Irã, incluindo uma instalação conhecida como "Pickaxe Mountain". Esses preparativos ganharam força nos últimos dias, seguindo a escalada das tensões na região.
Em resposta a questionamentos sobre as ordens de Trump para novos ataques, a Casa Branca declarou que o presidente não "ficará de braços cruzados enquanto esse comportamento terrorista continuar". A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que "o Irã continuará pagando o preço até que aceite negociar de uma maneira que o presidente Trump considere significativa".
As informações foram inicialmente relatadas pelo CNN Brasil e datadas de 31 de julho de 2026, revelando o complexo panorama das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
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