A China rejeita acusações de trabalho forçado em resposta a propostas de tarifas dos EUA
A China manifestou sua oposição a tarifas "unilaterais" e negou veementemente as alegações de trabalho forçado. A declaração veio após os Estados Unidos proporem a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo a China, por supostos problemas no controle do comércio de bens produzidos nessas condições.
De acordo com informações da CNN, Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou em coletiva à imprensa que "não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política".
Na terça-feira, 2 de junho, o governo americano anunciou a intenção de aumentar tarifas sobre produtos de países que não apresentam fiscalização adequada de suas importações. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) destacou a falha de certos países em aplicar proibições à importação de bens associados ao trabalho forçado.
O USTR detalhou que para economias como Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia, que já impõem restrições no comércio relacionado ao trabalho forçado, a tarifa adicional proposta será de 10%. No entanto, para outros países, incluindo Brasil, Argentina, China, Japão e Reino Unido, será de 12,5%.
O relatório do USTR aponta que a China não tem implementado de maneira eficaz as proibições à importação de produtos relacionados ao trabalho forçado. O relatório afirma que a falta de aplicação dessas proibições é considerada irrazoável e impõe barreiras ao comércio americano.
Jamieson Greer, Representante de Comércio dos Estados Unidos, comentou que a ineficiência de nossos parceiros em lidar com a importação de mercadorias geradas por trabalho forçado cria desigualdades para os trabalhadores americanos. "A falha dos nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável", afirmou Greer. Ele também enfatizou a necessidade de uma ação mais firme para garantir que o comércio não perpetue essa prática globalmente.
Com informações da Reuters.
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