A inteligência dos EUA analisa o papel do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, como uma figura central na definição da estratégia de guerra do país, segundo informações publicadas pela CNN. Fontes familiarizadas com a inteligência indicam que, mesmo em um regime fragmentado, Khamenei está orientando as negociações com os EUA para um possível encerramento do conflito.
Desde que foi gravemente ferido em um ataque que resultou na morte de seu pai e de líderes militares iranianos, Khamenei não aparece em público. Isso gerou especulações sobre seu estado de saúde e sua influência nas decisões dentro da hierarquia iraniana. Informações sobre sua recuperação foram compartilhadas por Mazaher Hosseini, chefe de protocolo, que afirmou que Khamenei está agora "em plena saúde", apesar das queimaduras graves que sofreu.
Mesmo assim, a comunidade de inteligência dos EUA não conseguiu confirmar visualmente seu paradeiro. O isolamento físico do líder supremo, que só se comunica por meio de visitas pessoais ou via mensageiros, torna difícil avaliar sua real influência no regime.
Hosseini relatou que os ferimentos de Khamenei estão cicatrizando e desmentiu rumores sobre sua incapacidade, destacando que o que se espalha é uma tentativa do "inimigo" de desacreditar o líder. Encontros recentes de Khamenei com autoridades iranianas, como o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, marcaram sua primeira interação presencial desde o ataque.
Relatos da inteligência americana sugerem que, apesar da guerra ter deteriorado as capacidades militares do Irã, o país ainda mantém recursos estratégicos, com cerca de dois terços de seus lançadores de mísseis sobrevivendo aos ataques. Um relatório da CIA indicou que o Irã pode resistir ao bloqueio americano por até mais quatro meses sem colapsar economicamente.
Algumas fontes indicam que Khamenei pode estar afastado do processo decisório crucial. Alta cúpula da Guarda Revolucionária e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, podem estar assumindo funções que antes pertenciam ao líder, gerando incerteza sobre quem realmente detém o poder de negociação.
Analistas ressaltam que a fragmentação e as rivalidades internas do regime dificultam uma resposta clara às propostas dos EUA. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a desorganização dentro do Irã poderia ser um obstáculo para um acordo efetivo.
As tentativas de negociação por parte da administração Trump enfrentam barreiras significativas, não apenas pelas incertezas em torno de Khamenei, mas também pela dinâmica política altamente fragmentada dentro do governo iraniano. A busca por um entendimento duradouro continua a ser um desafio complexo em meio a tensões crescentes.
(Com informações de Jennifer Hansler, da CNN)
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