Thiago devolveu seu celular corporativo sem registrar danos, porém, uma semana depois, a empresa notificou um desconto de R$ 4.300 na rescisão devido a riscos na tela. A falta de documentação pode influenciar essa cobrança. ⬇️
Um desconto de R$ 4.300 foi comunicado a Thiago uma semana após a devolução do celular corporativo, que ocorreu sem nenhuma ressalva registrada. Como não existe laudo ou fotos do estado do aparelho na entrega, a empresa precisa provar que os danos estavam presentes no momento da devolução e foram causados pelo trabalhador.
Constatar avarias dias após a devolução não é suficiente para transferir o ônus ao empregado. Para validar a cobrança, a empresa deve demonstrar que o trabalhador é responsável pelo dano e cumprir as exigências da legislação trabalhista.
A ausência de um termo de devolução dificulta a alegação de que o aparelho estava em perfeitas condições no momento da entrega, já que qualquer dano precisaria ser comprovado.
De acordo com o artigo 462 da CLT, descontos salariais só podem ser realizados em casos específicos, quando previamente acordados ou se houver dolo do empregado.
É necessário que a Justiça do Trabalho valide a prova de responsabilidade do trabalhador e a autorização prévia para desconto. O risco de desgaste normal não pode ser simplesmente transferido ao funcionário.
Documentação como termo de entrega, fotos, filmagens e testemunhas podem ajudar a demonstrar as condições do aparelho na devolução. Em caso de omissão, a responsabilidade pela prova dificulta a atribuição de falha ao ex-funcionário.
A empresa ainda deve apresentar um diagnóstico e orçamento realista dos danos, apresentando os R$ 4.300 como um valor efetivo e não apenas uma estimativa de custo de substituição.
Sim, conforme o artigo 477, parágrafo 5º, da CLT, a compensação em pagamento de rescisão não pode ultrapassar um mês de remuneração.
Contudo, isso não implica que qualquer desconto dentro desse limite é legítimo. A empresa deve comprovar a origem da dívida antes de efetuar quaisquer retenções.
Thiago pode formalizar uma contestação, solicitando laudos e registros de devolução do celular. É fundamental guardar o termo rescisório e comprovantes de pagamento.
Se necessário, ele pode recorrer ao sindicato, advogado ou Justiça do Trabalho para solicitar a restituição, como já determinado pelo TST, que afirma que a empresa deve comprovar a responsabilidade pelos danos antes de transferir prejuízos ao empregado.
Os documentos essenciais incluem:
A falta de registros claros cria incertezas sobre a responsabilidade pelos danos. O artigo 462 da CLT garante que os salários não sejam descontados indevidamente, e se a empresa não conseguir determinar a origem do dano, a quantia de R$ 4.300 pode ser devolvida.
Um cão policial conhecido como Kylo foi tragicamente baleado e morreu na tarde de quinta-feira…
A Prefeitura de Nova Brasilândia D’Oeste (RO) lançou um processo seletivo para preencher cinco vagas…
markdown Paolla Oliveira é a nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense (Instagram/Reprodução) Paolla Oliveira,…
Segundo informações publicadas pela CNBC, a representante Haley Stevens, do partido Democrata de Michigan, apresentou,…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com empresários e ministros em…
O Corinthians inicia neste sábado (26) a busca pelo sétimo título consecutivo do Brasileirão Feminino.…