Por Ana Clara Diogo
Eliane Rossi, conhecida como Li Rossi, é uma artista multifacetada conhecida por seu trabalho como tatuadora, desenhista, empresária e professora. Recentemente, sua trajetória ganhou destaque após uma exposição no Teatro Municipal de Jaguariúna, onde apresentou sua abordagem única sobre a arte.
Depois de se tornar viúva em sua juventude, Li optou por fazer uma graduação que garantisse estabilidade financeira para criar seus filhos. Atuou por anos como compradora internacional antes de decidir seguir sua verdadeira paixão: a arte.
A motivação para ingressar na tatuagem veio de uma conversa com seu filho, Pedro, que, de forma espontânea, sugeriu que ela se tornasse tatuadora. Embora inicialmente risse da ideia, Li encontrou no incentivo familiar o apoio necessário para embarcar nessa nova jornada.
Ela iniciou sua carreira tatuando seus entes queridos, incluindo seu namorado, que foi sua primeira “tela”. Este suporte foi fundamental para que ela abraçasse essa nova fase de sua vida, permitindo-lhes transformar seu amor pela arte em uma profissão.
Li buscou educação rigorosa na área, estudando biossegurança, anatomia da pele e técnica de tatuagem. Sua filosofia se baseia na compreensão de que a tatuagem é um processo individualizado, e cada cliente traz uma história única.
O reconhecimento pelo seu trabalho a levou a oportunidades internacionais, incluindo a chance de tatuar em Londres, o que expandiu sua visão artística e fortaleceu sua carreira.
Além da tatuagem, Li explora diversas técnicas artísticas, incluindo aquarela, giz pastel e projetos de revitalização de móveis. Sua exposição “Descubra Minhas Faces e Fases” foi um marco em sua carreira, celebrando sua trajetória e expressão artística.
A artista recebeu o diagnóstico de autismo nível 1 aos 46 anos, o que transformou sua percepção sobre si mesma e sua arte. Em vez de limitar, esse diagnóstico a libertou, permitindo-lhe revisitar e compreender experiências passadas com mais clareza.
A nova perspectiva também trouxe um entendimento mais profundo sobre suas emoções e sensações, enriquecendo seu trabalho artístico. “Arte e autismo se encontram e se fortalecem mutuamente”, afirma Li, ressaltando que a arte é um meio de expressão de sua identidade e sensibilidade.
A finalização do diagnóstico não apenas respondeu a perguntas do passado, mas também configurou um novo caminho para a sua produção artística, transformando cada detalhe de sua vida em uma forma de criação.
Essa trajetória de Li Rossi exemplifica como o apoio familiar, a busca por autoconhecimento e a paixão pela arte podem se entrelaçar para criar uma vida verdadeiramente autêntica e realizada.
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