Com 27 anos de experiência, Rosângela Aparecida Ferro, conhecida como Dona Rô, tem se dedicado a apoiar gestantes no Hospital e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Sua atuação como doula a coloca como uma referência para muitas mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade social.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Dona Rô circula pelos corredores do hospital, oferecendo apoio emocional e físico às gestantes. Ela explica as etapas do parto, compartilha orientações e mais importante, fornece um toque reconfortante que muitas mulheres consideram essencial durante esse momento delicado. “É uma bênção divina”, afirma ela sobre o seu trabalho.
A função da doula ganhou relevância nos últimos anos, especialmente com a crescente discussão sobre o parto humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS). As doulas não são profissionais de saúde, mas oferecem suporte emocional e informativo, assegurando que as gestantes se sintam mais seguras e acompanhadas durante o trabalho de parto. Seu papel é tão significativo que, em 2021, a profissão foi reconhecida oficialmente, passando a exigir formação específica.
Dona Rô, aposentada e envolvida no programa Voluntários da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, dedica suas segundas-feiras e sábados ao hospital, contribuindo de forma voluntária. “Jamais aceitaria receber qualquer valor. Na minha cabeça, nasci para auxiliar”, diz. Ela também é conhecida por sua generosidade, doando roupas e livros para mães carentes. “Tem muita gente que chega aqui sem nada”, ressalta.
O impacto que Dona Rô gera nas gestantes é frequentemente relatado por elas. Jhennyfer Victoria Rodrigues, 19 anos, descreve como a presença dela a acalmou durante o parto, enquanto Cátia e Gildásio, um casal que esperava a chegada do filho Daniel, menciona que a conversa com Dona Rô ajudou a tranquilizar o pai nervoso.
A doula também usou sua experiência para se conectar com mães em outras cidades, oferecendo suporte via WhatsApp, ampliando ainda mais seu alcance humanitário.
Dona Rô acredita que a caridade é um dos princípios fundamentais do seu trabalho. Ela enriquece a vida de muitas gestantes com pequenas ações, arrecadando não só roupas, mas também livros infantis para incentivar a leitura. “A comunicação que faço é espiritual, transcende palavras”, diz ela, ao mencionar sua conexão especial com as mulheres que ajuda.
Para Dona Rô, o trabalho é um chamado. “Não tenho intenção de parar, ao menos por enquanto”, afirma, antes de seguir para mais um parto. Sua determinação e amor pelo que faz demonstram a importância de iniciativas como essa no contexto da saúde pública, promovendo não apenas o bem-estar de mães e bebês, mas também a solidariedade em comunidades carentes.
Através do projeto Saúde Pública, que recebe apoio da associação Umane, iniciativas como a de Dona Rô são cada vez mais necessárias e valorizadas, evidenciando a importância da assistência humanizada na saúde.
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. O compromisso de CartaCapital com os…
Seis candidatos estão na disputa pelo governo do estado de São Paulo nas eleições de…
Uma perseguição policial em Alvorada d’Oeste, Rondônia, resultou na apreensão de mais de 530 quilos…
As inscrições para o Concurso Público nº 01/2026 do Instituto de Previdência do Município de…
O ator Antônio Fagundes, de 77 anos, teve uma emocionante reunião com Luiz Solon, seu…
Segundo informações publicadas pelo UOL, Carlo Ancelotti está promovendo mudanças significativas na seleção brasileira para…