Daniel Vorcaro, proprietário do [Banco Master](https://www.r7.com/tudo-sobre/banco-master/), foi preso preventivamente na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Essa operação investiga fraudes financeiras relacionadas à venda de títulos de crédito falsos, com foco em atividades ligadas ao banco que ele dirige. As informações foram divulgadas pela [RECORD](https://noticias.r7.com/brasilia/vorcaro-aparece-sem-barba-e-com-cabelo-aparado-em-fotos-tiradas-na-prisao-em-sao-paulo-06032026/).
As imagens que mostram Vorcaro sem barba e com o cabelo cortado foram registradas como parte do protocolo de admissão no sistema prisional, primeiro no Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, e posteriormente na Penitenciária 2 em Potim, interior de São Paulo. Durante a transferência para a penitenciária, o empresário decidiu raspar o cabelo. Essa mudança de aparência foi capturada em fotografias que circulam na imprensa.
### Transferência para a Penitenciária Federal
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal em Brasília. Ele chegou à capital na sexta-feira (6), às 15h30. A decisão buscou evitar interferências nas investigações, uma vez que a Polícia Federal avaliou que a presença de Vorcaro em um presídio estadual poderia comprometer a apuração dos fatos. Segundo os investigadores, o empresário possui uma forte capacidade de articulação, o que poderia gerar riscos à coleta de provas e ao cumprimento de ordens judiciais.
### Críticas da Defesa
A defesa de Vorcaro emitiu uma nota condenando a divulgação das imagens de seu cliente, alegando que a exposição visa “desgastar e humilhar”. A equipe jurídica pretende solicitar a abertura de um inquérito para investigar o vazamento das informações, que consideram sigilosas.
### Riscos Potenciais
Conforme a análise dos agentes da Polícia Federal, a posição de Vorcaro na estrutura financeira e sua influência em diversos setores poderiam interferir indireta e substancialmente nas investigações em curso. As autoridades afirmam que a segurança do processo depende da separação do acusado do sistema prisional comum.
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