O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 27 de março com 2.254 eleitores paulistas, utilizando um sistema de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01079/2026.
No cenário principal da pesquisa, que considera os dois votos do eleitor para o Senado, Simone Tebet aparece com 22,6% das intenções de voto, logo seguida por Guilherme Derrite com 22% e Marina Silva com 19,6%, caracterizando um empate técnico entre os três.
Esses resultados indicam uma campanha bastante competitiva em São Paulo, com a polarização política se refletindo na disputa. De um lado, candidatos alinhados ao governo Lula e ao campo progressista; do outro, figuras ligadas à direita bolsonarista que tentam capitalizar o apoio que acumularam nos últimos anos.
Recentemente filiada ao PSB, Simone Tebet lança-se na corrida oferecendo uma liderança numérica no contexto da pesquisa. A decisão de não concorrer no Mato Grosso do Sul, seu estado natal, deve-se aos desafios enfrentados pela esquerda na região.
A escolha por São Paulo é igualmente estratégica, visando fortalecer o campo progressista no maior colégio eleitoral do país e, potencialmente, complementar uma chapa comandada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que é cotado para concorrer ao governo estadual.
Ademais, Tebet traz consigo a experiência da disputa presidencial de 2022, na qual obteve um desempenho que a favoreceu junto ao eleitorado paulista.
Pelo lado da direita, Guilherme Derrite se mostra como um nome forte. Atuando como deputado federal e secretário de Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Derrite ganhou destaque nacional ao abordar questões ligadas à segurança, tornando-se uma aposta relevante do bolsonarismo para o Senado.
A quarta posição na pesquisa é ocupada pelo vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), que conta com 14,8% das intenções de voto e é considerado um possível candidato favored pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
No entanto, a briga interna no campo da direita segue aberta. Outros candidatos como Mário Frias e Pastor Marco Feliciano também estão na disputa, enquanto o ex-ministro Ricardo Salles, atualmente no Partido Novo, tem 11,1% das intenções de voto.
Marina Silva, mesmo sem confirmação oficial de sua candidatura, mostra-se competitiva com 19,6% das intenções de voto. A ministra do Meio Ambiente, atualmente filiada à Rede, está considerando uma possível filiação ao PT devido a disputas internas em sua atual legenda.
Para se candidatar em 2026, Marina deve deixar seu cargo até 4 de abril, conforme as exigências legais de desincompatibilização.
A pesquisa também analisou um segundo cenário, onde Fernando Haddad concorreria ao Senado ao invés de se candidatar ao governo estadual, com Mário Frias representando a direita. Nesse cenário, Guilherme Derrite lidera com 22,1% das intenções, seguido de Haddad com 21,8% e Marina com 19,7%.
Seguem na lista Ricardo Salles (12,8%), Mário Frias (12,3%) e Paulinho da Força (0,6%), com brancos e nulos somando 8% e 2,7% dos entrevistados sem uma opinião definida.
Os dados indicam que, apesar das vantagens numéricas de alguns candidatos, a disputa ao Senado em São Paulo está longe de ter um resultado definido. Com dois votos disponíveis para cada eleitor, a estratégia de alianças e transferências de votos pode complexificar ainda mais a corrida.
Além disso, o número elevado de pré-candidatos na direita e as incertezas no campo progressista sinalizam que os próximos meses podem trazer mudanças significativas, tornando a eleição de 2026 uma das mais disputadas e imprevisíveis na política brasileira recente.
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