Neste domingo (1°), manifestações organizadas por representantes da direita ocorreram em mais de 20 cidades do Brasil, criticando o governo do presidente Lula e as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal). Denominada “Acorda Brasil”, a mobilização teve como objetivo também pressionar o Congresso Nacional pela análise do veto referente à dosimetria, projeto que busca reduzir as penas de condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
As principais concentrações ocorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na Avenida Paulista, o ato contou com a presença de três pré-candidatos à presidência: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).
Essas manifestações foram as primeiras organizadas pela oposição desde a indicação de Flávio Bolsonaro, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como candidato à corrida presidencial. Entre os principais pedidos dos manifestantes estavam a libertação do ex-presidente e a destituição dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do STF.
Embora tenha uma pauta ampla, o movimento buscou unir a direita e promover um “resgate”, de acordo com Flávio. Em seu discurso, ele fez menções a aliados e a grupos eleitorais importantes.
Conforme divulgado pela CNN, parlamentares da esquerda avaliaram que a adesão aos atos foi baixa. Enquanto a direita saudava sua mobilização, evitou divulgar números de participantes, enquanto os apoiadores do governo ressaltaram que a comparação com protestos anteriores revelou uma quantidade menor de pessoas.
Na Avenida Paulista, a manifestação foi estimada em cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com o Monitor do Debate Político, que conta com o apoio de pesquisadores da USP. Com uma margem de erro de 12%, essa quantidade pode variar entre 18 mil e 22,9 mil no pico do evento, registrado às 15h53.
No Rio de Janeiro, a contagem realizada na praia de Copacabana indicou uma presença de 4,7 mil participantes, com uma estimativa de 4,1 mil a 5,3 mil pessoas no auge da manifestação, que ocorreu às 11h20. Não houve contagens em outras cidades.
Além dos atos principais, a direita promoveu eventos em diversas cidades, como “adesivaços”, carreatas e ações menores em preparação para as manifestações nas capitais.
Os pré-candidatos ao Planalto adotaram um discurso mais moderado, enquanto aliados do ex-presidente realizaram críticas contundentes ao STF. Contudo, todos os discursos mencionaram a necessidade de anistia e a derrubada do veto de Lula à dosimetria.
Romeu Zema criticou o que chamou de “farra dos intocáveis” em Brasília, mas não especificou nomes. Flávio também evitou uma retórica agressiva contra o STF, declarando que o tribunal é essencial para a democracia, embora tenha mencionado que o impeachment de ministros que desrespeitarem a lei é justificado.
Ronaldo Caiado focou sua fala em questões de segurança pública, prometendo anistia a Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão após condenação relacionada ao golpe post eleitoral de 2022.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia dispararam ataques firmes contra o STF. Nikolas, em tom provocativo, sugeriu que o destino de Moraes seria a cadeia, enquanto Malafaia o chamou de “ditador da toga”. Ambas as figuras exigiram o afastamento de Moraes e Dias Toffoli do STF.
Em resposta, a ministra Gleisi Hoffmann defendeu que “o Brasil está bem acordado” e que a direita não terá a oportunidade de governar novamente. Em uma crítica incisiva, disse: “Fantasiados de brasileiros, os bolsonaristas emularam besteiras para atacar Lula. O povo não permitirá que voltem!”
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), descreveu as mobilizações como um “fiasco”, enfatizando que menos de cinco mil pessoas compareceram no Rio e que em São Paulo a participação também foi escassa.
O deputado José Guimarães (PT-CE) referiu-se aos movimentos bolsonaristas como uma “flopada histórica”. Para ele, a população “cansou de discursos vazios” e de promessas que não resolvem os problemas reais do Brasil.
Finalmente, Lindbergh Farias (PT-RJ) analisou que os recentes atos refletem um movimento em declínio, criticando a falta de entusiasmo evidente na campanha de Flávio Bolsonaro.
Segundo informações publicadas pela CNBC, a representante Haley Stevens, do partido Democrata de Michigan, apresentou,…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com empresários e ministros em…
O Corinthians inicia neste sábado (26) a busca pelo sétimo título consecutivo do Brasileirão Feminino.…
A Câmara Municipal de Cerro Corá, localizada no Rio Grande do Norte, anunciou a abertura…
Seja visto e ouvido em todas as chamadas de vídeo com a Logitech Brio 100,…
De acordo com a previsão divulgada pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção…