Imagens Aéreas de Manifestação da Direita na Avenida Paulista
Direita realiza manifestação criticando ministros do STF e o governo Lula no dia 1º de março. Crédito: Fábio Vieira/Estadão
SÃO PAULO – Neste domingo, 1º de março, manifestantes em oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, em um ato que teve como tema central a defesa da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente cumprindo prisão devido a suas ligações com uma trama golpista. Os participantes do protesto aproveitaram para criticar o governo federal e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
De acordo com informações do Estadão, a manifestação foi marcada pela presença do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ambos pré-candidatos à presidência do Brasil. O evento contou ainda com a presença de Nikolas Ferreira (PL-MG) e do pastor Silas Malafaia, além do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
Estima-se que o protesto tenha reunido cerca de 20,4 mil pessoas, segundo o Monitor de Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e a ONG More in Common. Em comparação, em setembro do ano passado, um ato similar contou com a presença de 42,2 mil apoiadores de Bolsonaro.
Manifestantes e políticos da direita no ato ‘Acorda Brasil’ na Avenida Paulista Foto: Fábio Vieira/Estadão
O ato, que se intitula “Acorda, Brasil”, trouxe bonecos infláveis em uma releitura do “pixuleco”, ostentando mensagens como “Falem por mim” associadas a representações de Bolsonaro. Apesar da convocação inicial não mencionar a anistia de Bolsonaro como um foco, muitos manifestantes expressaram apoio a esse tema.
O senador Flávio Bolsonaro se referiu durante seu discurso à possibilidade do pai ser reintegrado ao poder e usou um colete à prova de balas, simbolizando a tensão em torno de sua pré-candidatura. Ele esteve acompanhado de um grupo de apoiadores que demonstrou uma unificação entre distintas alas da direita.
“Irmãos, em janeiro de 2027, meu pai subirá a rampa junto com o povo brasileiro,” declarou Flávio, refletindo a intenção de mobilização de seu público em torno das eleições futuras.
Eduardo Bolsonaro, também se manifestou em vídeo, apresentando a visão de que a anistia seria viável por meio da eleição de Flávio e uma bancada forte na Câmara e no Senado. Na ocasião, Caiado, candidato à presidência, prometeu conceder anistia plena caso seja eleito.
A manifestação também se destacou por críticas ao governo atual e ao STF, com gritos de “Fora, Lula” e referências a acusações de corrupção ligadas ao caso do Banco Master. Informações do Estadão revelam que laços entre membros do STF e o banco têm sido alvo de investigações e questionamentos na opinião pública.
Boneco inflável de Jair Bolsonaro com a mensagem “Falem por mim” Foto: Fábio Vieira/Estadão
Entretanto, o evento não ficou restrito apenas a vozes do bolsonarismo. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), utilizou seu discurso para destacar as virtudes de Flávio e Jair Bolsonaro, promovendo uma narrativa de união entre os apoiadores do ex-presidente.
As críticas a Lula e ao STF foram predominantes, e o deputado Nikolas Ferreira denunciou que “o nosso lugar é na rua” e afirmou haver um “clamor” contra a atual administração. Os discursos se concentraram em transmitir um sentimento de indignação e resistência.
O evento contou ainda com a participação de diversas figuras políticas do bolsonarismo, reforçando a ideia de um movimento unificado em oposição ao governo atual. A manifestação se estendeu a outras cidades como Brasília, Rio de Janeiro e Curitiba, indicando uma mobilização ampla pelo Brasil.
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