O governo Lula sofreu uma derrota histórica no Senado. Mesmo após empenhar cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares às vésperas da sabatina de Jorge Messias, o Planalto não conseguiu entregar o principal objetivo político da operação: colocar o advogado-geral da União em uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
Na prática, foi uma aposta caríssima que terminou em fiasco. O governo acelerou a liberação de recursos, tentou recompor a base, articulou nos bastidores e tratou a indicação como prioridade absoluta. Ainda assim, quando a decisão chegou ao plenário, Messias foi rejeitado por 42 votos a 34. O episódio expõe o tamanho do desgaste do governo Lula no Senado.
Nem uma montanha de emendas foi suficiente para convencer a maioria dos parlamentares. O que era para ser uma demonstração de força virou símbolo de fraqueza política. Foram bilhões movimentados em meio à tentativa de aprovar um nome alinhado ao Planalto para permanecer por décadas no STF.
No fim, o Senado barrou Messias, impôs uma derrota rara ao presidente e deixou no ar uma pergunta incômoda: se nem com R$ 12 bilhões Lula conseguiu aprovar seu indicado, o que ainda resta de força real ao governo dentro do Congresso?
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𝐏𝐨𝐫𝐭𝐨 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐨-𝐑𝐎
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