O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) fez acusações graves contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmando que ele estaria envolvido em casos de “pedofilia”, “trabalho escravo”, “extorsão” e “tentativa de suborno”. Embora as alegações tenham sido feitas em uma coletiva de imprensa na terça-feira, 31 de março de 2026, Farias não apresentou provas públicas para sustentar suas alegações, mas afirmou ter enviado toda a documentação pertinente à Polícia Federal.
De acordo com informações publicadas pelo Poder360, Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) compareceram à Polícia Federal para anexar gravações e detalhes a uma notícia-crime já protocolada. O deputado revelou que os nomes das supostas vítimas, que incluem uma criança e uma jovem, foram identificados e entregues à PF, mas não podem ser divulgados pela natureza sensível do caso.
Lindbergh mencionou ter recebido informações de “duas jornalistas respeitáveis do Rio de Janeiro” sobre indícios de que uma adolescente foi estuprada no passado e trabalhou sem remuneração na casa de Gaspar, uma prática que, segundo ele, configura “trabalho escravo”. O deputado ainda citou a existência de gravações que sugeririam uma tentativa de pagamento de R$ 400 mil para silenciar o caso.
As informações apresentadas por Lindbergh foram categorizadas como “consistentes” e ele acredita que mais detalhes serão revelados conforme as investigações avançarem. Até o presente momento, não há confirmação oficial das alegações por parte da Polícia Federal.
Em resposta às alegações, Gaspar afirmou que o deputado do PT apresentou “versões contraditórias” sobre o caso. Lindbergh, ao contradizer Gaspar, afirmou que o deputado deveria entregar sua amostra de DNA à Polícia Federal em vez de recorrer a exames de parentes como prova de sua inocência.
Gaspar, por sua vez, registrou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma representação criminal na Procuradoria Geral da República (PGR) contra Farias e Thronicke, alegando calúnia, denunciação caluniosa e coação processual. Gaspar defendeu que as acusações são uma “cortina de fumaça” destinada a desviar a atenção das conclusões da CPMI do INSS, que recomendou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.
Recentemente, durante a conclusão de um relatório na CPMI do INSS, conflitos pessoais entre os parlamentares tornaram-se evidentes. Gaspar criticou uma decisão do STF que anulou ações que permitiriam a prorrogação da comissão investigativa, que apura fraudes em empréstimos consignados de aposentados.
O deputado especificamente leu um trecho polêmico de um discurso em resposta às críticas de Lindbergh, levando a troca de farpas entre os dois. Lindbergh se viu forçado a desferir ataques pessoais em resposta a provocativos de Gaspar, o que intensificou a tensão durante a sessão.
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