O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) se manifestou em seu perfil na plataforma X, afirmando que não permitirá que sua reputação seja alvo de “mentiras”. A declaração foi feita após acusações de estupro de vulnerável por parte do deputado Lindbergh Farias e da senadora Soraya Thronicke, que não apresentaram provas.
Na sexta-feira (27.mar.2026), Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, publicou um vídeo onde uma mulher identificada como Lourilene Pereira da Silva afirma não ser filha dele. A jovem revelou que seu pai biológico é o magistrado Maurício Breda, primo de Gaspar, e indicou ter um teste de DNA que comprova a paternidade.
“Eu sou Lourilene Pereira Marcelo da Silva e venho aqui esclarecer algumas coisas. Gostaria de declarar que não sou filha de Alfredo Gaspar. Sou filha biológica do Maurício Breda, primo do Gaspar”, disse ela. Lourilene também afirmou que não teve conhecimento da verdade até os 15 anos, e ressaltou que “não é fruto de estupro algum”.
A declaração de Lourilene foi compartilhada por Alfredo Gaspar, que comentou que as acusações de Farias e Thronicke são “falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis”. O deputado acrescentou que essas alegações visam distrair a atenção das investigações em curso na CPMI do INSS e reiterou que não aceitará que sua “honra” seja atacada por mentiras.
Na mesma sexta-feira, Lindbergh Farias e Soraya Thronicke protocolaram uma notícia de fato junto à Polícia Federal, acusando Gaspar de possível estupro de vulnerável. O documento, que foi divulgado, busca a tramitação sob sigilo e a proteção de envolvidos, embora não contenha evidências concretas das alegações.
Os parlamentares alegaram ter recebido registros que sugerem a prática de crimes, referindo-se a um caso envolvendo uma menina de 13 anos à época, embora não tenham informado o ano específico dos eventos.
A menção às acusações ocorreu durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, que foi rejeitado, resultando em uma vitória para o governo. Gaspar, durante a sessão, chamou a atenção ao recitar um trecho que controversamente se referia à disputa no STF sobre doações ocultas, fazendo alusão ao conflito entre alguns ministros da Corte.
Ao término da discussão, Farias atacou Gaspar, chamando-o de “estuprador”, ao que o deputado respondeu desferindo ofensas em um tom de troca agressiva.
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