As suspeitas incluem a atuação de agentes da PM na escolta de uma empresa de ônibus, indiciada por vínculos com a facção criminosa. Além disso, há indícios de que ações ilegais foram toleradas dentro da corporação. A investigação ganhou destaque após o depoimento de um sargento que se encontra preso sob acusação de associação com o crime organizado.
Segundo o relato do sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário, apresentado em janeiro à Corregedoria, ele indicou que, em 2020, durante a gestão de Coutinho na Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), recebeu incentivos para permanecer na unidade, apesar de questionamentos sobre sua conduta. Ele relatou: “Ó, chefe. É isso, isso, isso. Assim, assim, assado”. Em resposta, Coutinho teria dito que não poderia obrigá-lo a sair: “Meu irmão faz bico até hoje. Meu pai sustentou a gente fazendo bico”.
O ex-comandante também teria aconselhado Romano a pensar bem antes de solicitar transferência. “Você pensa se quer mesmo ir embora para a escola de sargento, porque depois não consigo trazer você de volta”, teria afirmado Coutinho. Romano finalmente pediu transferência para o 19º Batalhão do Interior, que foi aprovada.
A Corregedoria apurou que pelo menos sete policiais teriam participado de um esquema vinculado ao PCC, facilitando atividades comerciais para lavagem de dinheiro. Isso inclui a realização de escoltas para diretores da empresa e pagamentos recebidos por notas fiscais fraudulentas.
O sargento Romano foi preso em fevereiro, acusado de oferecer segurança privada a líderes da Transwolff, uma empresa afastada do sistema de transporte público da capital após a Operação Fim da Linha, iniciada pelo Ministério Público em abril de 2024. As investigações indicam que o PCC teria investido aproximadamente R$ 54 milhões na Transwolff para participar de licitações. Em dezembro de 2025, a prefeitura declarou a caducidade dos contratos com a empresa.
Outra questão crítica para Coutinho envolve suspeitas de vazamento de informações na corporação. Autoridades afirmam que Coutinho foi alertado sobre esse problema durante sua gestão na Rota, mas não tomou ações efetivas. Isso está atrelado à fuga de Marcos Roberto de Almeida, ou Tuta, um suposto líder do PCC fora do sistema prisional, durante a Operação Sharks, em 2020.
As investigações buscam determinar se houve pagamento a policiais para facilitar a fuga de Tuta, que alegou ter pago R$ 5 milhões a integrantes da Rota em troca de informações privilegiadas.
A crise resultou na exoneração de coronéis da PM, incluindo aqueles ligados à inteligência e à Corregedoria. A decisão de afastamento, segundo as informações, partiu de Coutinho.
A defesa de Coutinho, em nota, afirmou que o coronel não teve acesso ao material da investigação e reiterou sua integridade. O texto ressalta que ele possui “absoluta idoneidade” após 34 anos de serviços sem envolvimento em irregularidades.
A Secretaria de Comunicação do governo paulista não comentou investigações em andamento, mas enfatizou que os procedimentos estão sendo conduzidos com rigor técnico e respeito ao devido processo legal. O governador Tarcísio de Freitas declarou que a saída de Coutinho da corporação foi um pedido do próprio oficial, destacando que “não tem nada a ver” com as investigações. “O coronel tem uma reputação ilibada e sempre prestou excelente serviço na PM”, afirmou.
Seja visto e ouvido em todas as chamadas de vídeo com a Logitech Brio 100,…
De acordo com a previsão divulgada pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção…
Segundo informações publicadas pelo G1, a Marinha do Brasil comunicou a morte da Segundo-Tenente (RM2-EN)…
Lindsey Isaacs, uma mulher da Flórida, passou 13 dias presa após ser identificada pelo sistema…
Segundo informações publicadas pelo YourTango, o conceito de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, embora…
O Carrefour, uma das principais redes de supermercados do Brasil, anunciou a venda de 21…