A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, que ocorrerá de 24 a 26 de fevereiro em Capão do Leão, Rio Grande do Sul, espera receber 21 mil visitantes. A agenda do evento foi divulgada em uma coletiva de imprensa realizada na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado.
Durante o encontro, além da programação, houve discussões sobre o cenário econômico atual, desafios enfrentados pela orizicultura e perspectivas futuras para o setor.
Leonardo Ferreira Dutra, chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, destacou durante a coletiva a continuidade da Abertura da Colheita, que ocorreu sem interrupções mesmo em meio à pandemia. Esta edição marca a oitava consecutiva realizada na estação da Embrapa em Capão do Leão. Ele também anunciou que está sendo formalizada uma parceria para assegurar a realização do evento na cidade pelos próximos dez anos, o que contribuirá para otimizar a logística e expandir as vitrines tecnológicas.
O evento deste ano contará com 230 expositores em uma área de 30 hectares. A Feira da Agricultura Familiar expandirá sua participação para 20 expositores, um aumento significativo em relação à edição anterior. A organização espera superar a marca de 20 mil participantes, solidificando a Abertura da Colheita como um dos principais eventos técnicos do setor de arroz no Brasil.
Cláudio Rocha, diretor técnico do Senar no Rio Grande do Sul, observou que o evento ocorre em um momento desafiador para a orizicultura. Ele afirmou que dificuldades podem gerar novas oportunidades. Fernando Rechsteiner, vice-presidente da Farsul, enfatizou a relevância da diversificação no setor, alertando que melhorar a eficiência produtiva sem conquistar novos mercados pode restringir a área cultivada. Ele defendeu a exploração de novos destinos para o arroz, incluindo a produção de etanol.
O coordenador regional do Irga Zona Sul, Igor Kohls, sublinhou que a Abertura da Colheita se firmou como um espaço de inovação, com a apresentação de máquinas, insumos e práticas agrícolas modernas. As vitrines proporcionam aos produtores a oportunidade de avaliar a eficácia das soluções disponíveis.
Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, indicou que o tema desta edição será “Cenário atual e perspectivas – Conectando campo e mercado”. O objetivo é não apenas expor tecnologias, mas também preparar os produtores para diferentes circunstâncias do mercado. Nunes também mencionou as oportunidades de exportação decorrentes do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevendo uma exportação de até 60 mil toneladas de arroz.
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz terá a participação de representantes de 17 países e 18 estados brasileiros. O evento contará com 35 lavouras nas vitrines tecnológicas, além de cerca de 50 empresas apresentando inovações e soluções para o setor. A realização conta com a coorganização da Embrapa e Senar, e o patrocínio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O encerramento será marcado por uma colheita simbólica na Lavoura Breno Prates.
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