Senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) oficializou, na noite de sexta-feira (7/8), sua candidatura ao governo de Minas Gerais, anunciando também o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), como seu vice na chapa. O anúncio foi realizado em uma cerimônia na Praça do Santuário, em Divinópolis, cidade natal de Cleitinho, e contou com a presença de figuras políticas relevantes, incluindo o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos), e o ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP), que concorrerá ao Senado.
Apesar da Federação União Progressista, que abrange União Brasil e PP, ter optado por apoiar o atual governador Mateus Simões (PSD), Aro expressou seu apoio a Cleitinho durante o evento, reafirmando sua condição de candidato ao Senado. “Sou candidato ao Senado e o meu governador é Cleitinho e Falcão”, declarou.
Nos últimos dias, Aro e Cleitinho estiveram envolvidos em uma série de reviravoltas políticas. Inicialmente, Aro estava cotado como um dos candidatos ao Senado na equipe de Simões, um antigo aliado durante o governo de Romeu Zema (Novo). No entanto, após a deterioração das relações com Simões, Aro começou a articular sua própria candidatura ao governo, levando a um rompimento público entre os dois.
Aro e Simões trocaram acusações durante esse processo, enquanto as cúpulas partidárias tentavam reconfigurar a Federação União Progressista nas eleições mineiras. Após negociações, Simões recuperou o apoio político da federação, enquanto Aro se distanciou do governador e decidiu apoiar a candidatura de Cleitinho.
Aro ressaltou a importância da unidade entre os partidos de seu campo político e apelou para que outros partidos se alinhassem a Cleitinho antes da data limite estabelecida para as coligações, prevista até o dia 15. “É hora de a gente ceder para aquele que realmente tem condições de ganhar e governar o estado, que é o Cleitinho”, afirmou.
Em uma entrevista concedida à Rádio TMC, Aro voltou a criticar Simões, caracterizando o governador como uma figura difícil de lidar e mencionando desavenças no relacionamento que culminaram na tentativa de sua candidatura independente. “O carisma do Mateus é um carisma de geladeira. Ele é um cara difícil de lidar no dia a dia”, expressou Aro.
Simões, por sua vez, declarou que não guarda ressentimentos em relação a Aro, embora tenha afirmado que este “traíra o governo depois de parasitar” a administração estadual. O embate entre os dois emergiu após Aro buscar viabilizar sua própria candidatura, episódio que motivou a reavaliação de aliados dentro da estrutura do Executivo estadual.
Com essas movimentações, o cenário político de Minas Gerais se torna cada vez mais dinâmico, com diversos fatores e alianças em jogo, enquanto as eleições de 2026 se aproximam.
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