Cinco homens condenados pela brutal chacina que resultou na morte de dez integrantes da mesma família estão atualmente em celas separadas no Complexo Penitenciário da Papuda. A informação foi obtida com base em reportagens do Correio Braziliense. Os acusados, detidos desde 2023, compareceram ao Tribunal do Júri de Planaltina no último sábado (18/4) para a leitura de suas sentenças, referentes ao maior massacre da história do Distrito Federal.
Além das condenações pelos assassinatos, os réus enfrentam outros crimes graves, caracterizados por extrema crueldade e organização criminosa. As penas somadas alcançam impressionantes 1.252 anos de prisão. Gideon Batista de Menezes e Carlomam dos Santos Nogueira receberam as maiores condenações, com 397 e 351 anos, respectivamente. Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi sentenciado a 300 anos, enquanto Fabrício Silva Canhedo cumprirá 202 anos de reclusão. O quinto réu, Carlos Henrique Alves da Silva, deve cumprir dois anos em regime semiaberto.
O crime, que se iniciou como um plano de invasão de propriedade em outubro de 2022, culminou em um dos mais horrendos casos de violência da região. Motivados pela cobiça pela chácara Quilombo localizada no Itapoã e por quantias financeiras das vítimas, os cinco homens planejaram o extermínio dos dez membros da família.
Sob a direção de Gideon e Horácio, o grupo estabeleceu um cativeiro na cidade de Planaltina, onde as vítimas enfrentavam torturas psicológicas para revelarem senhas e informações bancárias. Os criminosos ainda utilizavam os celulares das vítimas para agendar encontros com novos alvos em um esquema de emboscadas.
As atrocidades cometidas pelo grupo foram além da compreensão. Entre as vítimas, Elizamar Silva e seus três filhos foram atraídos para uma armadilha, sendo estrangulados e incinerados dentro de um carro em Cristalina, Goiás. Após semanas de cativeiro, os membros restantes da família, incluindo idosos e jovens, foram executados brutalmente e seus corpos escondidos em cisternas ou queimados em Minas Gerais.
O ciclo de violência só foi interrompido após a fuga de um adolescente que também fazia parte do plano, além de um desentendimento dentro do grupo, que revelou a gravidade do que ficou conhecido como o “empreendimento das trevas”, impactando a sociedade brasileira.
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