Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Imagem: U.S. Embassy & Consulates in China/Divulgação
O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou a morte de um cidadão chinês durante os recentes conflitos no Irã, envolvendo os Estados Unidos e Israel. Esta informação foi divulgada na coletiva de imprensa realizada pela porta-voz da pasta, Mao Ning, que não forneceu detalhes sobre as circunstâncias que levaram à morte do cidadão.
O governo chinês expressou suas condolências à família do falecido, afirmando que “lamenta profundamente a perda de um cidadão chinês que faleceu no conflito militar em Teerã”. Além disso, até a manhã de hoje, mais de 3.000 cidadãos chineses já foram evacuados do Irã. Conforme mencionado por Mao, missões diplomáticas em países vizinhos estão atuando para acolher e fornecer assistência aos cidadãos evacuados.
A China também está aconselhando seus cidadãos a deixarem o Irã, considerando a situação de segurança como “grave” e incentivando uma saída o mais rápido possível.
Durante o briefing, a porta-voz destacou que a China não foi informada previamente sobre os ataques coordenados realizados pelos EUA e Israel. Ao ser indagada sobre possíveis comunicações com a Casa Branca, ela respondeu: “A China não foi notificada previamente sobre as operações militares dos EUA”.
A China manifestou suas preocupações em relação ao conflito, enfatizando que os ataques conjuntos dos EUA e Israel não possuem autorização do Conselho de Segurança da ONU e violam normas de direito internacional. Mao Ning ressaltou a necessidade de preservar a paz e a estabilidade na região, apoiando a construção de boas relações de vizinhança entre os países do Oriente Médio.
Na madrugada do último sábado (28), os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, ao qual a república islâmica reagiu com ataques às bases militares americanas na região. O ex-presidente Donald Trump declarou que a ação visava defender o povo americano.
Explosões foram reportadas em várias cidades iranianas, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. As autoridades iranianas interromperam o tráfego aéreo e serviços de telecomunicações, de acordo com relatos da imprensa local.
Em resposta aos ataques, forças iranianas dispararam mísseis em direção a Israel, que rapidamente fechou seu espaço aéreo e decretou estado de emergência. Instituições como escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a próxima segunda-feira (2) como medida de precaução.
Autoridades norte-americanas informaram que o Irã mirou instalações militares dos EUA situadas em diversos países do Oriente Médio, incluindo Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e no norte do Iraque.
*Com informações do UOL Notícias.
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