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Chuvas frequentes impulsionam crescimento das lavouras de soja no Rio Grande do Sul

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul atingiu 93% da área projetada para a safra 2025/2026, que totaliza 6,74 milhões de hectares. Com uma produtividade média estimada em 3.180 kg por hectare, a execução do plantio foi afetada por chuvas intensas e curtos períodos de seca, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta terça-feira (30). Essas condições prejudicaram a redução da umidade do solo, necessária para o uso das semeadoras.

Desenvolvimento da soja e desafios enfrentados

Atualmente, 93% das lavouras de soja encontram-se na fase vegetativa, enquanto 7% já iniciaram o florescimento. As lavouras plantadas no início do ciclo exibem bom vigor vegetativo, resultado da boa disponibilidade de água, além de temperaturas elevadas e radiação solar adequada. As melhores várzeas estão em solos bem estruturados, com teores elevados de matéria orgânica e cobertura vegetal que favorecem a infiltração de água. Por outro lado, áreas com solos compactados ou baixa cobertura enfrentam erosão e outros problemas, especialmente em regiões de emergência.

No Noroeste do estado, as chuvas em dezembro superaram os valores históricos, causando danos significativos na infraestrutura rural e alagamentos em áreas ribeirinhas.

A recuperação do milho com as chuvas

As chuvas frequentes beneficiaram a recuperação das lavouras de milho, que já apresentam desenvolvimento satisfatório na maior parte do estado. A semeadura alcançou 92% da área planejada de 785.030 hectares, tendo já sido concluída em diversas regiões. A maioria das lavouras está agora em fase reprodutiva, focadas principalmente no enchimento de grãos. A situação fitossanitária é considerada adequada, apesar da presença de pragas como a cigarrinha-do-milho e lagartas.

No que diz respeito ao milho para silagem, as condições também melhoraram, embora na Fronteira Noroeste o corte esteja atrasado devido à alta umidade do solo.

Avanço no cultivo de arroz e feijão

Com a semeadura do arroz próximo da finalização, a cultura já alcançou 97% da área prevista de 920.081 hectares. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, com algumas áreas iniciando a floração. Apesar de as chuvas dificultarem algumas operações de campo, elas também têm contribuído para a recuperação dos mananciais, reduzindo assim a necessidade de irrigação suplementar.

No cultivo do feijão da primeira safra, que abrange 26.096 hectares, as chuvas ajudaram na recuperação das lavouras após um período de déficit hídrico. Até o momento, não foram observados impactos significativos na produtividade média, que está estimada em 1.779 kg por hectare.

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